Suspeito de matar policial civil em ataque de traficantes é baleado no Rio

Homem foi socorrido ao Hospital Estadual Carlos Chagas; agentes apreenderam pistola, drogas e um rádio comunicador

Manuella Dal Mas e Roberta Camargo, da CNN Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro
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Um homem investigado por envolvimento na morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, foi baleado durante uma operação da Polícia Civil na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (24).

A ação foi realizada por equipes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e da 96ª DP (Miguel Pereira), com o objetivo de localizar suspeitos de participação no assassinato do agente, ocorrido em 8 de julho.

Segundo a Polícia Civil, durante as diligências, os policiais foram atacados por Paulo Roberto Barreto da Silva, conhecido como "PL" ou "Arcanjo". De acordo com a corporação, ele integra o tráfico de drogas da região e é investigado por envolvimento na morte de Carlos Alberto.

Ainda conforme a polícia, houve troca de tiros e Paulo Roberto foi atingido por um disparo. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, onde permanece internado.

Com o suspeito, os policiais apreenderam uma pistola Glock com dois carregadores, drogas e um rádio comunicador. A Polícia Civil informou ainda que ele possui antecedentes criminais.

De acordo com a corporação, após receber alta médica e serem cumpridas as formalidades legais, Paulo Roberto será autuado em flagrante e encaminhado ao sistema prisional.

A Polícia Civil afirmou que as investigações continuam para identificar e prender os demais envolvidos na morte do policial.

Relembre o caso

O policial civil Carlos Alberto Freire Neto foi baleado em 8 de julho durante diligências na região da Avenida Brasil, na altura de Guadalupe, zona norte do Rio. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu em decorrência dos ferimentos.

Carlos Alberto havia ingressado na Polícia Civil em dezembro de 2023 e estava lotado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense desde maio deste ano. Ele deixou esposa e dois filhos.

Na ocasião da morte, a Polícia Civil afirmou, em nota, que ataques contra agentes de segurança pública representam uma ofensiva contra o Estado e reforçou que as investigações seriam conduzidas para responsabilizar todos os envolvidos.

A CNN Brasil não localizou a defesa de Paulo Roberto Barreto da Silva. O espaço permanece aberto para manifestação.