Turistas deixados nus em Copacabana: o que sabemos sobre o caso
Vítimas haviam deixado roupas, celulares e cartões na areia, quando os criminosos se aproveitaram para furtar os objetos

Dois turistas alemães foram furtados na madrugada de quarta-feira (20), em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Eles foram encontrados caminhando pelas ruas do bairro assustados e sem roupas, depois de terem os pertences levados enquanto estavam na praia.
Segundo a Polícia Civil, as vítimas haviam deixado roupas, celulares e cartões na areia, quando os criminosos se aproveitaram para furtar os objetos.
A primeira informação divulgada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) era de que teria ocorrido um roubo, mas a corporação esclareceu depois que não houve violência ou ameaça, caracterizando o caso como furto.
Ações da fiscalização
Após o registro da ocorrência, agentes da SEOP iniciaram buscas na região. Poucos minutos depois, os dois suspeitos foram encontrados. Durante a abordagem, um deles tentou fugir, mas acabou capturado pelas equipes.
Com eles, foram localizados os itens das vítimas, incluindo roupas, cartões e celulares. A polícia também identificou que os objetos haviam sido utilizados em compras feitas em uma farmácia.
Reconhecimento das vítimas
Os suspeitos foram levados à Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (DEAT), no Leblon, unidade responsável por casos que envolvem estrangeiros no Rio. No local, eles foram reconhecidos pelos dois alemães.
A DEAT é acionada com frequência em episódios de crimes contra turistas, já que atua para agilizar registros, investigações e devolução de bens. No caso, todos os pertences foram recuperados e entregues de volta aos estrangeiros.
Situação dos presos
A Polícia Civil informou que os dois homens seguem presos e à disposição da Justiça. Eles vão responder por furto, cuja pena prevista varia de um a quatro anos de prisão, além de multa.
Furto ou roubo?
O episódio chegou a ser tratado como roubo, mas a Polícia Civil explicou que se trata de furto. O roubo é caracterizado quando há uso de violência ou ameaça, o que não ocorreu neste caso.
Como os turistas haviam deixado os itens na areia, a subtração sem confronto direto se enquadra juridicamente como furto.
(Com informações de Fernanda Palhares e Pedro Osorio, da CNN)


