Vídeo mostra policial baleado sendo socorrido em megaoperação no Rio; veja

Nas imagens é possível ver que estava sangrando na região da perna; ele sobreviveu

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, Felipe Andrade, da CNN Brasil, São Paulo
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Um vídeo registrado pela câmera corporal de um policial mostra momentos depois em que um agente é baleado durante a megaoperação realizada na última terça-feira (28) nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro.

Nas imagens obtidas pela CNN Brasil, é possível ver outros policiais prestando os primeiros socorros ao colega, que estava sangrando na região da perna. Em seguida, outros agentes chegam e ajudam a colocar o policial dentro de um veículo para atendimento médico.

O episódio ocorreu por volta das 8h40, segundo informações da câmera corporal. O agente baleado sobreviveu. Veja o vídeo abaixo:

Os quatro policiais que morreram na operação foram enterrados nesta quinta-feira (30). Entre eles estava o sargento Heber Carvalho da Fonseca, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), sepultado no cemitério de Sulacap, na zona oeste do Rio.

O caixão foi coberto com a bandeira do Brasil e levado em um caminhão do Corpo de Bombeiros. Familiares, colegas e autoridades participaram da cerimônia.

Outro policial militar do Bope, Cleiton Serafim Gonçalves, também foi velado nesta quinta-feira. Pela Polícia Civil, os agentes mortos foram Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, conhecido como Máskara, de 51 anos, chefe do 53º DP (Mesquita), e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, inspetor da 39ª DP (Campo Grande) com apenas dois meses de carreira.

O sargento Heber Carvalho da Fonseca, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi sepultado no cemitério de Sulacap • Lorando LAbbe/FotoArena/Estadão Conteúdo
O sargento Heber Carvalho da Fonseca, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi sepultado no cemitério de Sulacap • Lorando LAbbe/FotoArena/Estadão Conteúdo

Megaoperação: especialistas debatem como enfrentar crime organizado no RJ

A operação, segundo o governo estadual, deixou 117 suspeitos mortos, sendo 54 encontrados no dia da ação e outros 63 localizados por moradores em uma área de mata do Complexo da Penha no dia seguinte. Além disso, 113 pessoas foram presas, 118 armas apreendidas — incluindo 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver —, 14 artefatos explosivos e uma quantidade ainda em contagem de drogas.

A ação foi apresentada pelas autoridades como uma tentativa de conter a atuação do crime organizado na região, considerada uma das áreas mais controladas pelo Comando Vermelho na cidade.