Advogados são mandantes da morte de casal de idosos em SP, diz Polícia

Além da ordem para execução de José Eduardo Ometto Pavan e Rosana Ferrari, eles teriam falsificado documentos e se apropriado de cerca de R$12 milhões em imóveis

Vitor Bonets, da CNN*, Adriana De Luca, da CNN, em Sâo Paulo
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A Polícia Civil prendeu dois advogados apontados como os mandantes da morte do casal José Eduardo Ometto Pavan e Rosana Ferrari, de 68 e 61 anos, nesta terça-feira (17).

Segundo a corporação, além da ordem para execução do casal, os advogados teriam falsificado documentos e se apropriado de cerca de R$ 12 milhões em imóveis dos idosos.

José Eduardo e Rosana foram encontrados mortos dentro de um carro em uma chácara de São Pedro, no interior de São Paulo, na noite do dia 6 de abril. Veja vídeo da prisão abaixo: 

Entenda as investigações

As investigações apontaram que "foram analisados processos em que os investigados representavam as vítimas e descoberto que as mesmas eram induzidas em erro, o que gerou o depósito de mais de R$ 2,8 milhões em despesas processuais inexistentes".

Ainda de acordo com a Polícia, os advogados falsificaram inúmeras guias DAREs — documento utilizado para recolhimento de custas e despesas processuais — comprovantes de recolhimento e até uma decisão judicial. Além disso, sob a alegação de “proteção patrimonial”, eles também se apropriaram de cerca de R$ 12 milhões em imóveis das vítimas.

Após os crimes, os investigados teriam encomendado a morte de José Eduardo Ometto Pavan e Rosana Ferrari para ficarem com os bens do casal.

Os advogados das vítimas, de 44 e 47 anos, têm escritório na cidade de São Carlos (SP). Além deles, os apontados como contratados para a execução dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver também foram presos.

A Polícia informou que os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de São Carlos e Praia Grande, inclusive no escritório de advocacia dos advogados. Foi também determinado o sequestro de bens dos possíveis mandantes do crime e o bloqueio de contas bancárias de todos os investigados.