Apolo, Jerusalém, Libanês e Medusa: "Disciplinas" do PCC são presos em SP
Investigação teve início após a prisão de um integrante da facção identificado como “Nike”; suspeitos foram detidos e encaminhados à delegacia

A Polícia Civil prendeu, em operação realizada nesta segunda-feira (1°), quatro integrantes apontados como "Disciplinas" do PCC (Primeiro Comando da Capital). As prisões ocorreram na Baixada Santista.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e quatro de prisão temporária nos municípios paulista de Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande e Guarujá.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a prisão de um integrante da facção identificado como “Nike”. Cruzamento de dados e diligências que permitiram identificar e localizar outros membros com atuação estratégica na estrutura da organização criminosa, denominados “disciplinas”.
No Guarujá, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão e prisão temporária contra indivíduo conhecido como “Apolo”, de 46 anos. Ele é apontado como integrante da chamada “Sintonia Final” da Baixada Santista, posição considerada uma das mais relevantes dentro da estrutura criminosa regional.
No bairro Vila Tupi, Praia Grande, foi preso temporariamente suspeito conhecido como “Jerusalém”, de 42 anos. Ele seria responsável pela disciplina da organização criminosa no Vale do Ribeira e região.
No Balneário Verde, em Mongaguá, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão e prisão temporária contra “Libanês”. O homem de 34 anos é apontado como responsável pela disciplina da cidade de Itanhaém.
Já em Peruíbe, na Vila Romar, foi cumprido mandado de busca e apreensão e prisão temporária contra uma mulher identificada como “Medusa”, de 29 anos, a qual seria integrante responsável pela disciplina da cidade de Peruíbe.
Os suspeitos foram detidos e encaminhados à delegacia, permanecendo à disposição da Justiça.
"Nike" do PCC
Leandro da Luz Silva, de 36 anos, conhecido como “Nike”, foi preso no último dia 6 de abril em Mongaguá, no litoral paulista. Ele é apontado como integrante da facção PCC (Primeiro Comando da Capital).
De acordo com as investigações da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Itanhaém, "Nike" exercia a função de disciplina da organização criminosa na cidade. Ele seria o responsável por conduzir o chamado "tribunal do crime".
A operação foi um desdobramento direto da prisão de Ariane de Pontes Rolim, conhecida como “Pandora”. Ela atuava como uma espécie de rainha da disciplina do PCC no litoral sul e no Vale do Ribeira.
Foi a partir do cruzamento de informações extraídas do celular dela, apreendido durante a sua prisão, que os investigadores conseguiram identificar Leandro e sua atuação em Mongaguá.
Com base nos indícios de participação no crime organizado, a Justiça de São Paulo expediu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra Nike. Durante o cumprimento das diligências, as autoridades apreenderam dois aparelhos celulares na residência.
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