Após confrontos, Paraisópolis segue com policiamento reforçado
Operações foram intensificadas após confrontos com apreensões, mortos, feridos e dois PMs presos
A comunidade de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, segue com policiamento reforçado nesta sexta-feira (11) após os confrontos violentos registrados no fim da tarde de quinta (10), que deixaram dois mortos, um policial baleado, quatro suspeitos presos e dois policiais militares presos em flagrante por homicídio doloso.
Segundo o porta-voz da PMESP, coronel Massera, o conflito teve dois momentos distintos: primeiro, a abordagem policial que resultou na morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, e depois os protestos violentos com depredação, barricadas, latas de lixo incendiadas, roubos e ataques a viaturas.
Na ação inicial, policiais da Rocam entraram em uma rua da comunidade para averiguar denúncias de tráfico de drogas. Quatro homens fugiram e se esconderam em uma casa. Durante a abordagem, três foram presos — dois deles com passagens criminais — e um foi morto. Com o grupo, foram apreendidas mochilas com drogas, armas e R$ 1.300 em dinheiro. A casa em que estavam não tinha ligação com o tráfico.
Análise das câmeras corporais — que estavam acionadas automaticamente — mostrou que Igor estava rendido, com as mãos na cabeça, quando foi atingido por tiros. Dois policiais foram presos em flagrante por homicídio doloso, e outros dois indiciados por apresentar versões diferentes do que foi registrado nas imagens.
Horas depois, durante os protestos, um sargento da ROTA foi baleado com um tiro de calibre .380 e está fora de risco. Um suspeito, identificado como Bruno Leite, com passagens por tráfico e roubo, morreu em troca de tiros. Outro homem foi preso tentando incendiar um veículo. Ao todo, quatro pessoas foram presas e dois mortos foram registrados.
A PM afirma que mais de 300 policiais foram mobilizados em minutos para conter os distúrbios e que operações continuam com reforço de outros batalhões.


