Armas feitas em impressora 3D: líder de quadrilha é preso em São Paulo

Detido é um engenheiro apontado como especialista no desenvolvimento da produção do material, além de mentor do grupo criminoso; organização faria produção e disseminação de “armas fantasmas”

Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, Camille Barbosa, da CNN Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro
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Um homem apontado como líder da quadrilha que produzia armas de fogo feitas em impressoras 3D foi preso, nesta quinta-feira (12), em São Paulo. Além dele, outras três pessoas foram detidas na "Operação "Shadowgun", realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em conjunto com MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).

Segundo as investigações, o líder da organização é um engenheiro especializado em controle e automação, e seria o principal responsável pelo desenvolvimento técnico do armamento.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, os quatro mandados de prisão foram cumpridos em São Paulo.

Nas diligências, a Polícia Militar de São Paulo apreendeu oito armas de fogo, entre pistolas, revólveres e fuzis, diversos protótipos de armamentos de fabricação própria, e centenas de munições de diversos calibres.

Dois homens e uma mulher foram presos em Rio das Pedras e Ribeirão Preto.

Também foram recolhidos artefatos como balestras, granadas, coletes e capacetes balísticos, além das impressoras 3D usadas para fabricar o armamento.

Veja imagens abaixo:

Como líder atuava

O homem teria usado pseudônimo na internet e divulgado testes balísticos, atualizações de design e orientações detalhadas sobre calibração, materiais de impressão e montagem das armas.

Ainda de acordo com as apurações, o suspeito produziu e distribuiu um manual com mais de 100 páginas, que descrevia todas as etapas para fabricação das armas. O material permitiria que pessoas com conhecimento intermediário em impressão 3D montassem o armamento em poucas semanas, utilizando equipamentos de baixo custo.

Ele também seria responsável por participar de debates online, incentivar a produção das armas e utilizar criptomoedas para financiar as atividades.

Entenda a operação

As autoridades envolvidas na operação cumpriram mandados, nesta quinta-feira (12), contra integrantes e compradores ligados a um esquema interestadual de produção e venda de material bélico fabricado em impressoras 3D.