Ataques a ônibus em SP: homem é detido e sobe para 19 o número de presos
Suspeito foi preso em flagrante, neste sábado (26), na região central de São Paulo; polícia investiga depredação em massa de coletivos
Um homem de 31 anos foi preso em flagrante na tarde deste sábado (26), na região do Brás, no centro de São Paulo, por vandalizar dois ônibus.
Os agentes foram acionados à rua João Teodoro e localizaram o suspeito, que permanece à disposição da Justiça.
Com a prisão, sobe para 19 o número de criminosos detidos por depredações de veículos do transporte coletivo da capital paulista e de cidades da Região Metropolitana de São Paulo, desde o mês passado, quando começou a onda de ataques, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Até o momento, mais de 800 ônibus foram vandalizados no estado de São Paulo, e a Polícia Civil considera três linhas de investigação.
“As forças de segurança do estado seguem empenhadas na identificação e detenção dos autores de ataques a ônibus”, afirmou a pasta.
O caso na região do Brás foi registrado como dano, perigo para vida ou saúde de outrem e atentado contra a segurança de outro meio de transporte no 8° DP (Brás).
Neste sábado, policiais militares também prenderam em flagrante outro homem, este de 33 anos, após danificar um ônibus, na zona Leste da capital. A ocorrência não foi somada às ligadas a onda de ataques pela natureza do vandalismo.
Ao ter a “carona”, viagem gratuita, negada no ônibus, o homem deu a chutes no veículo e jogou latas de cerveja e uma pedra, quebrando o vidro traseiro do ônibus, de acordo com relatos à polícia.
O caso foi registrado como dano no 24º DP (Ponte Rasa).
São Paulo coloca 200 guardas-civis em ônibus
Em meio à onda de ataques a ônibus na Grande São Paulo, a prefeitura da capital anunciou que vai empregar um efetivo de 200 agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) para reforçar a segurança do transporte público municipal.
O reforço contra ataques começou na última sexta-feira (25).
Os agentes atuarão dentro dos ônibus em locais com registros de ataques a coletivos, de acordo com a prefeitura.
Os guardas devem dar apoio na saída das garagens e também ao longo do percurso das linhas — que não foram informadas pelo órgão municipal por "razões estratégicas".


