Atropelado após briga de trânsito, tio de Guilherme Boulos morre em SP

Carlos Boulos foi atingido por um veículo na avenida 23 de Maio, na noite de sábado (3); motorista fugiu do local sem prestar socorro

Bruna Lopes, colaboração para a CNN Brasil, Adriana De Luca, da CNN Brasil, Khauan Wood, da CNN Brasil*, em São Paulo
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Carlos Boulos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL-SP), morreu na manhã desta terça-feira (6), em São Paulo. Ele havia sido atropelado durante uma briga de trânsito na avenida 23 de Maio, na região central da capital, na noite de sábado (3).

A CNN Brasil apurou que a vítima teve morte encefálica, condição caracterizada pela perda completa e irreversível das funções do cerébro.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que o motorista envolvido no atropelamento foi indiciado por homicídio doloso e que trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário.

O caso segue sob investigação no 5º Distrito Policial (Aclimação).

Briga de trânsito

Carlos Boulos ficou ferido após ser atropelado em uma briga de trânsito na avenida 23 de Maio, região central da capital paulista, na noite do último sábado (3).

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), testemunhas relataram que houve uma discussão entre os motoristas após uma colisão.

Carlos Boulos, que conduzia uma caminhonete, teria desembarcado para conversar com o motorista do outro veículo, que avançou em direção à Boulos e o atropelou.

Imagens feitas por testemunhas registraram parte da discussão. Nas gravações, Carlos aparece do lado de fora do carro e bate no veículo. Em seguida, o automóvel faz uma manobra para sair do local e atinge Carlos, que cai no chão.

Veja:

O tio do ministro foi socorrido e encaminhado à uma unidade de saúde. O motorista do automóvel fugiu do local.

Após o ocorrido, o motorista, identificado como Amilton, foi conduzido à delegacia, prestou depoimento e foi liberado na sequência.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), não houve prisão em flagrante devido à restrição de prisão descrita no artigo 236 do Código Eleitoral.

O que diz a defesa

À CNN Brasil, a defesa do motorista, representada pelos advogados Natan Tolintino e Ana Paula Caliman, informou que ele estava em um Fiat Palio com a esposa e o filho e voltava do hospital quando uma caminhonete Hilux preta, conduzida por Carlos Boulos, teria passado a buzinar, acionar o farol alto e projetar o veículo contra o carro da família.

Segundo a defesa, o motorista da caminhonete parou à frente do Palio, desembarcou e "se aproximou de forma agressiva". Os advogados afirmam que Amilton arrancou pela esquerda ao encontrar uma brecha no trânsito. S

De acordo com o relato, Carlos teria tentado impedir a saída colocando as mãos no capô e golpeando o veículo, antes de perder o equilíbrio e cair.

Em nota, os advogados afirmaram que o motorista agiu para se afastar de uma situação que considerava ameaçadora e para proteger a si mesmo, a esposa e o filho. A defesa também declarou que não houve intenção de atingir Carlos.