Bolinho de mandioca envenenado: vítima apresenta piora neurológica

De acordo com a Prefeitura de São Bernardo do Campo, Lucas da Silva, está em coma e segue em leito de UTI no Hospital de Urgência

Helena Barra, da CNN*, Adriana De Luca, da CNN, em São Paulo
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O jovem Lucas da Silva, de 20 anos, que está internado em estado grave após comer um "bolinho de mandioca", segue em leito de UTI no Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Segundo a Prefeitura de São Bernardo, a vítima, em coma, está sem sedação desde quarta-feira (16), e teve sinais de piora neurológica. Apesar disso, ele apresentou dados vitais estáveis.

A vítima continua com necessidade de diálise, tendo apresentado boa tolerância, entubado em parâmetros baixos de ventilação. Os resultados oficiais dos exames toxicológicos seguem em andamento.  

Relembre o caso

Um jovem, de 20 anos, foi internado após comer um "bolinho de mandioca", preparado e enviado pela própria tia, que pode ter sido envenenado. O caso ocorreu na sexta-feira (11), em São Bernardo do Campo, cidade do ABC Paulista.

Após passar mal com a ingestão do alimento, o homem foi levado à uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e deu entrada no local com sintomas de intoxicação.

A suspeita inicial era de que havia sido utilizado "chumbinho" na receita, mas o médico descartou essa hipótese, apontando uma lesão na língua inconsistente com esse tipo de veneno, sugerindo que outra substância, possa ter sido utilizada.

Segundo familiares do jovem, todos os membros da família comeram os "bolinhos", mas só ele passou mal. Os pais dele também afirmam que não tem um bom relacionamento com a tia do garoto. Eles disseram que essa foi a primeira vez que a mulher enviou comida para casa dos familiares.

Em depoimento à polícia, a tia do jovem negou ter adicionado veneno nos bolinhos e afirmou que "os ingeriu com sua família e seus animais de estimação e que ninguém passou mal."

Foram feitas diligências na casa do garoto e na residência da tia. Nos locais, a perícia coletou amostras da massa dos "bolinhos" e também de alimentos. Também foi solicitado um exame toxicológico da vítima. A Polícia aguarda os resultados das solicitações.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Liliane Lopes Doretto, o padrasto da vítima é apontado como o principal suspeito. Inicialmente, a tia do rapaz chegou a ser considerada a única suspeita, mas durante depoimentos, o padrasto apresentou contradições e inconsistências em suas versões.

O padrasto da vítima, apontado como o principal suspeito, teve a prisão temporária solicitada e aguardava decisão judicial. Anteriormente, o pedido foi negado. O homem foi preso na tarde desta quarta-feira (16).