Briga por herança: Suzane von Richthofen soldou portão e levou carro de tio
Ações de "preservação patrimonial" na casa do tio falecido, Miguel Abdalla Neto, são contestadas por companheira da vítima, que cita "subtração planejada" de veículo

O espólio de Miguel Abdalla Neto, tio materno de Suzane von Richthofen, tornou-se alvo de uma disputa física e judicial em São Paulo.
Em comunicação enviada à Justiça e obtida pela CNN Brasil, a defesa de Suzane admitiu à Justiça que ela realizou a soldagem do portão e da porta de entrada da residência do tio, além de ter tomado posse de um veículo Subaru XV que pertencia ao falecido.
As medidas, justificadas pela defesa como proteção contra saques, são classificadas por Silvia Magnani, que alega ser companheira de Miguel, como invasão e falta de autorização judicial.
Conflito na residência e soldagem das portas
Após a confirmação da morte do tio de Suzane, a residência no bairro do Campo Belo sofreu invasões e furtos de móveis, documentos e dinheiro.
Diante do risco ao patrimônio, Suzane e um filho de uma prima do falecido, afirmaram na Justiça que adoraram a medida de soldar os acessos do imóvel para evitar novos furtos.
Contudo, por meio de nota oficial, Silvia Magnani, que afirma ter sido companheira de Miguel por mais de uma década, demonstrou "profunda indignação" com o episódio.
Segundo ela, houve uma troca de fechaduras e o ato ocorreu sem qualquer aval do Poder Judiciário.
Posse do veículo
Outro ponto central da disputa envolve um automóvel Subaru XV, placa RCL-2B56. Suzane informou ao juízo que o carro está em sua posse, estacionado em um "local seguro" e sem uso, aguardando deliberação judicial.
A defesa de Silvia Magnani contesta a permanência do bem com a sobrinha, descrevendo a movimentação como uma "subtração planejada" do veículo que integra o espólio.
Silvia reitera que foi a única responsável pelos trâmites do sepultamento e que colabora com as investigações policiais sobre a morte de Miguel e as invasões no imóvel.
Investigação em curso
A Polícia Civil de São Paulo investiga o óbito de Miguel Abdalla Neto como morte suspeita, após o corpo ser encontrado sem sinais aparentes de violência.
Como o tio de Suzane não era casado formalmente, não tinha filhos ou irmãos vivos, até o momento, não há uma pessoa formalmente na administração dos bens, acirrando conflito pelo controle imediato do patrimônio.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Suzane. O espaço segue aberto.


