Cacique Raoni tem evolução clínica e respira sem aparelhos na UTI em SP

Líder indígena passou por cirurgia de desobstrução intestinal "sem complicações" na tarde deste sábado (20), no Hospital São Paulo, na zona Sul da capital paulista

Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
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O cacique Raoni Metyktire apresentou evolução clínica e agora respira sem auxílio de aparelhos no Hospital São Paulo, na zona Sul da capital paulista, onde segue internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A informação foi divulgada pela unidade hospitalar na manhã deste domingo (21).

Segundo o boletim médico mais recente, o líder indígena, que passou por uma cirurgia de desobstrução intestinal "sem complicações" neste sábado (20), está sem febre, consciente e responde às solicitações.

O líder indígena apresentou um quadro de obstrução intestinal, desidratação e pneumonia aspirativaRaoni deu entrada no hospital às 16h de sexta-feira (19) após ser transferido de Mato Grosso.

A decisão foi tomada após avaliação criteriosa e alinhamento entre as equipes médicas responsáveis pelo caso, com o objetivo de assegurar a continuidade da assistência em uma unidade de referência para o acompanhamento cirúrgico.

Anteriormente, Raoni estava internado no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (MT).

Histórico de saúde

No dia 7 de maio, o líder indígena já havia sido internado no Hospital Dois Pinheiros, em Sinop (MT), devido a um quadro de hérnia crônica. Na ocasião, o Instituto Raoni informou que sua agenda estava suspensa.

Dois dias depois, em 9 de maio, ele recebeu alta médica.

Em 12 de maio, o cacique voltou a apresentar indisposição clínica. Inicialmente, foi atendido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Peixoto de Azevedo e, em seguida, encaminhado ao Hospital Regional do município, onde recebeu atendimento médico. A pedido da família, foi transferido para o Hospital Dois Pinheiros dois dias depois.

Já em 14 de maio, o Cacique foi encaminhado diretamente para a UTI após apresentar problemas respiratórios.

Ele recebeu alta em 25 de maio, mas voltou a ser internado em 14 de junho. No dia 16 de junho ele foi submetido uma endoscopia digestiva alta -- um exame intensivo utilizado no diagnóstico de doenças gastrointestinais.