Candidato a deputado estadual é preso por ligação com o PCC em SP

Segundo as investigações, Emerson Rocha (Podemos) possui extensa ficha criminal e integraria um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa

Carolina Figueiredo e Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
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O candidato a deputado estadual em São Paulo, Emerson Dias da Rocha (Podemos), foi preso em uma operação do MPSP (Ministério Público de São Paulo) por uma suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), na manhã desta quinta-feira (20).

Conhecido como "Filipinho", ele foi alvo de um mandado de prisão durante a Operação Cátaros. Segundo as investigações, ele possui extensa ficha criminal e integraria um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa. 

A ação conta com o apoio de 96 policiais militares do 5º BAEP e 80 Policiais Civis empregados nas diligências para o cumprimento de dois mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em 21 locais, nas cidades de Cotia, São Paulo, Jandira, São Lourenço da Serra e Balneário Camboriú (SC).

A CNN Brasil apurou que um dos mandados de prisão é contra a esposa de Emerson, Neta Sá, que está fora de país.

Os alvos da operação são os vereadores Eduardo Nascimento (PSB); Sergio Luiz de Freitas, conhecido como Serginho Luiz (PSB), e Yago Bezerra Neres (União Brasil). Os agentes cumprem as diligências nas residências e gabinetes dos parlamentares.

Já foram apreendidos celulares, documentos e computadores, que ficarão com o Ministério Público para análise. Já veículos, coletes e pistolas serão encaminhados para apreensão e procedimentos na SIG de Carapicuíba

Em nota, o Podemos afirmou que tomou conhecimento da prisão através da imprensa. Leia na íntegra:

"O Podemos tomou conhecimento pela imprensa da operação de hoje realizada Ministério Público de SP. O partido acompanha atentamente o caso e aguarda informações oficiais sobre a investigação para determinar quais medidas internas podem ser tomadas, respeitando todos os trâmites e direitos individuais de defesa."

A CNN Brasil tenta contato com os vereadores citados. O espaço segue aberto.