Casal é preso por abandono de criança após levar bebê morto ao médico em SC
Polícia Civil foi acionada à princípio para uma ocorrência de morte de bebê em uma unidade de saúde em Criciúma; porém, durante o atendimento, agentes encontraram uma menina de 4 anos sozinha dentro de um veículo, momento em que foi dada voz de prisão ao casal por abandono de incapaz

Os pais de um bebê de cinco meses foram presos preventivamente, nesta terça-feira (1º), após levarem a criança sem vida a uma unidade de saúde em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. A prisão, no entanto, ocorreu devido ao abandono de uma outra criança, de 4 anos, dentro de um carro no momento em que os adultos estavam com neném no médico.
A Polícia Civil foi acionada à princípio para uma ocorrência de morte de bebê na unidade de saúde, porém, durante o atendimento do caso, verificou-se que outra menor de idade estava sozinha dentro do veículo do casal. Por isso, os dois foram presos em flagrante pelo crime de abandono de incapaz.
Em relação à morte do bebê, as autoridades informaram que, segundo a médica que fez o atendimento, ele apresentava sinais de rigidez correspondentes à morte, que poderia ter ocorrido momentos antes de chegar à unidade médica. As causas da morte serão apuradas e confirmadas após realização de perícia.
A Delegacia de Proteção à Criança ao Adolescente e ao Idoso investigará o caso. A polícia também informou que há registro de uma segunda morte de bebê relacionada ao mesmo casal ocorrida em 2025. Inicialmente, essa morte teria sido registrada como acidental, no entanto, a ocorrência também está sendo apurada. A polícia não deu detalhes sobre o caso.
Em audiência de custódia realizada no mesmo dia, foi decretada a prisão temporária dos investigados, pelo prazo de 30 dias, após manifestação do Ministério Público.
A advogada do casal se manifestou e disse que as autoridades estão "se precipitando no julgamento" de seus clientes, uma vez que ocorreu uma fatalidade com a morte do bebê.
A defesa também disse que não houve a apresentação de nenhum laudo médico sobre a causa da morte da criança. "São acusações muito graves, que precisam ser provadas", concluiu.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo


