Caso Ruy Ferraz: quarto suspeito de envolvimento é preso em SP

William Silva Marques é o dono do imóvel em Praia Grande, no litoral de São Paulo, que teria sido utilizada pelos suspeitos antes do crime; defesa diz que ele colabora com a justiça

Yasmin Silvestre e Bruna Lopes, da CNN*, São Paulo
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Foi preso na madrugada deste domingo (21) o quarto suspeito de envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz. William Silva Marques, de 36 anos, é proprietário do imóvel que teria sido utilizado pelos criminosos antes do crime em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

O suspeito se apresentou ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), na capital, acompanhado de seu advogado. Ele já tinha a prisão decretada e permaneceu preso. Em nota à CNN, a defesa afirmou que o homem colabora com a justiça.

 

 

Foi nesta residência, que pertence a William, que Dahesly Oliveira Pires, outra suspeita presa por envolvimento no crime, teria buscado o fuzil utilizado na execução do ex-delegado. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão neste mesmo imóvel e em outros endereços ligados ao homem. O objetivo é descobrir por quem a casa foi alugada.

Com a prisão de William, sobe para quatro o número de envolvidos no caso que já foram presos. Segundo a Polícia Civil, outros três investigados seguem foragidos.

Além do dele e de Dahesly, também estão detidos: Rafael Marcell Dias Simões, de 42 anos, preso na manhã de sábado (20) em São Vicente, e Luiz Henrique Santos Batista - o Fofão -, suspeito de ajudar na logística da ação criminosa, preso na última sexta-feira (19).

Foragidos

Durante a coletiva, a SSP-SP informou que Flavio Henrique Ferreira de Souza e Felipe Avelino da Silva, conhecido como "Mascherano" no PCC, são investigados pela execução de Ruy Ferraz.

Flávio Henrique Ferreira de Souza, apontado como um dos executores do crime • Reprodução/CNN
Flávio Henrique Ferreira de Souza, apontado como um dos executores do crime • Reprodução/CNN

Um dos suspeitos tem vasto histórico criminal. Ainda de acordo com a polícia, a ação demonstrou conhecimento tático, com armamento pesado e carro de fuga incendiado.

Felipe Avelino da Silva, o “Mascherano”, suspeito de executar os disparos contra o ex-delegado • Reprodução/CNN
Felipe Avelino da Silva, o “Mascherano”, suspeito de executar os disparos contra o ex-delegado • Reprodução/CNN

Luiz Antônio Rodrigues de Miranda teve a prisão temporária decretada por envolvimento no transporte da arma de fogo. O homem também é suspeito de ter dirigido anteriormente o carro que foi utilizado na execução do ex-delegado.

Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, apontado por organizar o transporte do armamento • Reprodução/CNN
Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, apontado por organizar o transporte do armamento • Reprodução/CNN

Presos

"Fofão", integrante do PCC

O traficante Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como "Fofão", integrante do PCC, foi detido na sexta-feira (19) no litoral paulista, sob suspeita de participar da logística do crime.

Embora "Fofão" não seja apontado como executor direto, ele teria conhecimento de todo o plano criminoso.

 

Mulher presa

Dahesly Oliveira Pires, de 25 anos, está presa no 6º DP (Cambuci), desde quinta-feira (18), suspeita de ter transportado o fuzil utilizado no crime, em uma sacola para um homem no ABC Paulista.

Ela já havia sido levada ao DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), no Centro da cidade, para prestar depoimento à polícia na tarde de quarta-feira (17). Pouco depois, a polícia pediu a prisão temporária, que foi decretada pela Justiça de São Paulo.

Segundo apuração da CNN, Dahesly possui passagem criminal por tráfico de drogas. Durante depoimento, ela teria dito que não sabia o que trazia dentro da sacola, o que não convenceu a polícia.

Dahesly Oliveira Pires, acusada de transportar um fuzil usado no crime. Disse ter recebido pagamento via Pix • Reprodução/CNN
Dahesly Oliveira Pires, acusada de transportar um fuzil usado no crime. Disse ter recebido pagamento via Pix • Reprodução/CNN

Rafael, integrante de uma facção criminosa

A Polícia Civil de São Paulo Rafael Marcell Dias Simões, de 42 anos, como o sexto envolvido no assassinato do ex-delegado. Segundo a SSP, ele atua em uma facção criminosa na Baixada Santista. 

Rafael foi preso na madrugada deste sábado (20).

Rafael Marcell Dias Simões • Reprodução/CNN
Rafael Marcell Dias Simões • Reprodução/CNN

 Relembre assassinato do ex-delegado

O ex-delegado-geral foi assassinado a tiros na noite de segunda-feira (15), em Praia Grande, no litoral paulista.

De acordo com a investigação, ao tentar fugir, o carro da vítima foi atingido por um ônibus e capotou. Em seguida, os criminosos se aproximaram e o executaram. O veículo usado pelos atiradores foi encontrado incendiado após o crime. Outras duas pessoas ficaram feridas na ação.

Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, não resistiu aos ferimentos. Ele ocupava o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande. Durante sua trajetória na Polícia Civil, atuou contra à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e era considerado um dos principais inimigos do crime organizado.