Chuva na cidade de São Paulo em setembro já é 329,4% acima da média
Dados do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) mostram ainda que esse é o setembro mais chuvoso desde 1995

Na cidade de São Paulo, o acumulado de chuvas no mês de setembro já corresponde a mais de quatro vezes os 66mm esperados. O número está 329,4% acima da média, de acordo com informações do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas).
Segundo órgão, os dados mostram que ainda que este é o setembro mais chuvoso desde 1995, quando teve início a série de dados do CGE, acumulando até o momento 283,4mm de chuva.
Nesta terça-feira (22), a propagação de uma frente fria pelo litoral paulista deixou o tempo fechado e chuvoso novamente, o que impediu a elevação significativa das temperaturas. De acordo com as estações meteorológicas da Prefeitura de São Paulo, os termômetros permaneceram abaixo dos 22°C com índices de umidade acima de 65%.
Tendência para os próximos dias
Ainda de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas, o tempo permanece instável, com chuvas e declínio das temperaturas no decorrer da semana.
Na quarta-feira (23) o tempo segue instável, com nebulosidade e chuvas que devem variar de fraca a moderada intensidade, alternadas com períodos de melhoria no decorrer do dia.
As temperaturas devem variar entre mínimas de 13°C e máximas que não devem superar os 16°C, com índices de umidade acima dos 70%.
A quinta-feira (24) ainda deve começar com muita nebulosidade e chuviscos durante a madrugada, mas o tempo melhora no decorrer do dia. Os termômetros variam entre mínimas de 13°C e máximas que não devem superar os 19°C, com índices de umidade acima dos 65%.
Setembro mais chuvoso já registrado
Dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) apontam que setembro é o mês mais chuvoso já registrado na capital paulista São Paulo, em 83 anos de medições realizadas na estação meteorológica do Mirante de Santana, com 304,6 milímetros de chuva registrados até as 16h desta terça-feira (22).
O órgão explica que o volume deste ano representa quase quatro vezes a média climatológica do mês, de 83 mm, considerando o período de 1991 a 2020.
A média supera ainda o mês de janeiro, que costuma ter 292 mm.
*Sob supervisão de André Rigue


