Combate a incêndio em fábrica de solventes em SP ultrapassa 16 horas
Fogo atingiu unidade em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo; até o momento, não há registro de vítimas
O trabalho do Corpo de Bombeiros para combater o incêndio que atingiu uma indústria química nesta terça-feira (4), em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, já ultrapassa 16 horas.
O fogo começou em uma unidade localizada na Estrada do Bonsucesso, no bairro Rio Abaixo, por volta de 15h30, e as equipes de combate continuam atuando no local.
Segundo atualização divulgada pelos bombeiros, 40 viaturas e 80 bombeiros atuam para conter as chamas. O fogo foi isolado e não apresenta risco de propagação.
Veja imagens do local nesta quarta-feira (5), durante o trabalho realizado para combater o fogo:
De acordo com a Prefeitura de Itaquaquecetuba, foi registrada uma redução aproximada de 80% na intensidade das chamas ao longo da madrugada.
Durante a ocorrência, foi registrado o atendimento de um homem, que apresentou um quadro de convulsão e foi encaminhado para uma unidade de saúde do município. Em última atualização, não havia outros registros de vítimas.
Imagens divulgadas nas rede sociais mostram a proporção das chamas no início do incêndio. Confira:
Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio atingiu 24 tanques de 30 mil litros cada e outros seis com capacidade de 5 mil litros. No local, foi constatada a presença de mais de dois milhões de litros de produtos químicos inflamáveis, como metanol, etanol e acetona.
Impactos na região
Moradores da região deixaram suas residências por precaução após explosões registradas em galerias de águas pluviais e dispositivos de drenagem das ruas próximas ao incêndio, provocadas pela presença de vapores inflamáveis.
Até o momento, cerca de 80 pessoas que moram nos arredores precisaram deixar suas casas.
Segundo o Governo de São Paulo, equipes da Defesa Civil Estadual estiveram no local na terça-feira para acompanhar a ocorrência, verificar o perímetro de segurança e apoiar tecnicamente as ações conduzidas pelo município.
Foi feita vistoria no abrigo preventivo instalado no Centro de Convivência Municipal, que foi preparado para receber mais de 50 famílias. Até o momento, a utilização do espaço não foi necessária, já que as famílias que estão fora de casa optaram por permanecer na casa de parentes e amigos.
Além disso, empresas localizadas no entorno da indústria foram evacuadas preventivamente e o perímetro de segurança foi isolado. A concessionária responsável pelo local também interrompeu o fornecimento de energia elétrica na região como medida de segurança.
A prefeitura informou que a Estrada do Bonsucesso e as vias de acesso permanecem interditadas, com atuação do Departamento de Trânsito e das forças de segurança no controle da circulação, enquanto a GCM (Guarda Civil Metropolitana) e a Polícia Militar auxiliam na preservação da área e no cumprimento das orientações.
A orientação é que a população evite a área do incêndio e procure atendimento médico caso apresentarem sintomas como irritação intensa nos olhos ou na garganta, tosse persistente, falta de ar, dor no peito, tontura, náusea ou outros sinais de intoxicação .
Proporções do incêndio
A ocorrência é comparada ao maior incêndio industrial registrado na história do Brasil.
O Incêndio no Porto de Santos, no bairro Alemoa, é considerado um dos mais longos da história e aconteceu entre os dias 2 e 10 de abril de 2015, em um terminal de granéis químicos líquidos, no litoral paulista.
O coronel Diógenes, do Corpo de Bombeiros, citou a comparação em entrevista à CNN Brasil. “É igual, exatamente igual. Alemoa era maior, eram mais litros. Mas a dificuldade e o cenário, são iguais”, concluiu o militar.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo


