Corpo carbonizado encontrado em SP é de professor desaparecido
Vítima lecionava em uma escola particular tradicional da capital e estava desaparecida desde sábado (22)

A PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo) investiga a morte do professor Fábio Schlichting, de 41 anos, encontrado carbonizado em um terreno na zona sul de São Paulo. Ele desapareceu no último sábado (22), e foi visto pela última vez saindo de casa, na região do Campo Belo, pouco depois da meia-noite. Imagens de segurança mostram Fábio deixando o prédio sozinho e em direção ao carro.
O veículo da vítima, um Jeep Renegade cinza, foi localizado na segunda-feira (24), a cerca de 30 quilômetros de distância, parado em uma rua do Jardim Ângela.
Moradores estranharam o carro estacionado há muitas horas e acionaram a polícia. O DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) já investigava, na mesma área, a descoberta de um corpo carbonizado encontrado em um terreno próximo a uma escola pública. Com a placa do veículo, os agentes chegaram aos familiares, que reconheceram Fábio.
O companheiro da vítima havia registrado o desaparecimento pela internet, relatando que saiu para uma festa por volta das 23h e que, ao retornar, às 7h do dia seguinte, Fábio não estava mais no apartamento. Segundo o boletim, o celular dele ficou sem sinal e mensagens deixaram de ser entregues.
O corpo foi encontrado com sinais de violência, parcialmente carbonizado e caído de costas no terreno. A perícia recolheu vestígios, e o celular da vítima foi apreendido para análise. A PCESP trabalha com a hipótese de homicídio, mas ainda não há detalhes sobre motivação ou autoria.
Fábio era professor de línguas estrangeiras em uma escola particular bastante tradicional de São Paulo. Fluente em cinco idiomas, lecionava havia três anos na instituição. Ele também atuava como advogado empresarial e consultor em Direito Internacional. A despedida ocorreu nesta quarta-feira (26), em Vinhedo, em cerimônia reservada para familiares e amigos.
O caso segue sob investigação no DHPP, que analisa câmeras da região, mensagens de celular e a rota percorrida pela vítima.


