Corpo encontrado em rio é de empresário desaparecido em SP

Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, estava desparecido desde a última quinta-feira (16) após sair em Carapicuíba, na Grande São Paulo

Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, Giuliana Zanin, da CNN Brasil*, em São Paulo
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O corpo encontrado nesta manhã (23) no rio Cotia, entre as cidades de Jandira e Carapicuíba, é do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos. Ele estava desparecido desde a última quinta-feira (16) após sair em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

A informação foi confirmada à CNN Brasil pela SSP (Secretaria de Segurança Pública).

O corpo será levado para o Instituto Médico Legal (IML) onde passará por perícia antes de ser liberado à família. A vítima foi morta após ser sequestrada na última semana. Três homens estão presos e a polícia procura um quarto que está foragido.

Segundo as investigações, ele teria sido atraído por um amigo para uma embosca. A principal suspeita é que o crime tenha sido cometido por desentendimento financeiro.

Investigações

Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que Marcelo já vinha sendo alvo de chantagens por parte do amigo. O delegado Fabiano Barbeiro afirmou que o comerciante fazia repasses financeiros ao suspeito havia algum tempo, mas havia decidido interromper os pagamentos.

Ainda de acordo com a polícia, os cerca de R$ 8 mil transferidos no dia do crime foram apenas a "última tacada" dos criminosos e não a principal motivação da ação. A vítima foi levada a um imóvel ao qual o investigado tinha acesso, onde foi amarrada, amordaçada e mantida refém por cerca de duas horas.

Durante esse período em cativeiro, o comerciante foi obrigado a realizar transferências de valores de sua conta bancária para os criminosos.

A polícia afirma que Marcelo permaneceu vivo durante todo o período em que foi mantido em cárcere e foi levado nessa condição até uma área de mata próxima a um córrego. Segundo o delegado, uma testemunha relatou que a vítima chegou a implorar para não ser morta, dizendo aos criminosos que poderiam ficar com o dinheiro, desde que poupassem sua vida.

Para a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam que a intenção dos suspeitos era matar Marcelo desde o início. Por isso, o caso não é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo os investigadores, a retirada do dinheiro ocorreu de forma oportunista, após a vítima já ter sido atraída para a emboscada.

A perícia encontrou vestígios de sangue tanto no imóvel usado como cativeiro quanto no carro da vítima. Até o momento, três homens foram presos por envolvimento no crime e um quarto suspeito foi identificado e está foragido.