Corredor morre ao passar mal em corrida de rua em SP
Júlio Barreto não resistiu após perder a consciência logo depois de concluir a prova na zona sul da capital paulista
Um corredor de 50 anos morreu após passar mal na linha de chegada da 10ª edição da SP City Marathon, realizada na manhã deste domingo (26), em São Paulo. A vítima foi identificada pela organização do evento como Júlio Barreto, que participou da meia-maratona (21 km).
Segundo a organização da prova, Júlio sofreu um episódio de perda de consciência logo após concluir o percurso. A equipe médica iniciou imediatamente as manobras de reanimação ainda no local, no Jockey Club de São Paulo, na zona sul da capital.
Na sequência, o atleta foi encaminhado a um hospital, onde recebeu atendimento avançado. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu.
Em relatos nas redes sociais, participantes do evento afirmam que não havia estrutura e nem desfibriladores para a realização do atendimento médico ao atleta. A CNN Brasil questionou a empresa a respeito do assunto e aguarda retorno. O espaço segue aberto.
Em nota de pesar, a organização da SP City Marathon manifestou solidariedade aos familiares e amigos do corredor e informou que não divulgará novas informações "em respeito à memória de Júlio e de sua família".
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A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que o caso foi registrado como morte natural no 7º DP (Lapa). "Um homem de 50 anos morreu na manhã de domingo (26), após passar mal ao término de uma corrida de rua realizada na Rua Engenheiro Oscar Americano, no Morumbi. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima concluiu a prova normalmente e, já na área de chegada, apresentou dores na região do braço. Enquanto se dirigia a uma ambulância disponibilizada pela organização do evento, sofreu um mal súbito e caiu. Populares, entre eles médicos que estavam no local, iniciaram os primeiros socorros até a chegada da equipe médica responsável pelo atendimento aos participantes. A vítima foi atendida em uma ambulância e, encaminhada a um hospital na zona sul da capital, onde morreu", informou a pasta em nota.
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A corrida
A edição deste ano da SP City Marathon reuniu mais de 32 mil participantes nas provas de 21,1 km e 42,2 km. A largada ocorreu na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e a chegada foi realizada no Jockey Club de São Paulo.
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Relatos
Renata Haquihara, amiga próxima de Júlio e que esteve com ele e com a esposa dele durante o ocorrido, conta que após ter se trocado, Júlio relatou não estar bem, sentido enjoo e suando frio. Ele ainda relatou que sentiu dor no ombro direito e decidiram procurar a ambulância que assistia à maratona.
No meio do caminho, Júlio teria piorado e, por orientação da esposa, ele se sentou no chão, momento em que caiu. A esposa pediu socorro e iniciaram massagem cardíaca no atleta. Renata não soube informar quem realizou, em um primeiro momento, o resgate da vítima.
Médicos chegaram no local e levaram Júlio para a parte de emergência da própria estrutura da maratona. Foi nesse momento em que Renata e o marido se deslocaram para acompanhar o estado de saúde do amigo e dar apoio à esposa dele. Júlio chegou a ser transferido para um hospital, mas não resistiu e morreu.
Renata explica que, em nenhum momento, os colegas se sentiram desamparados ou desassistidos. "Fomos muito bem comunicados e informados. A todo momento nos faziam perguntas sobre a saúde dele. Nós que estávamos passando pela situação sentimos que ele (o Júlio) foi bem atendido", relata.
Camila Porto que era amiga e nutricionista de Júlio disse que ele sempre manteve uma rotina de vida saudável e que já estava acostumado com as corridas de longa distância. Segundo ela, ele não fumava e não tinha o costume de beber. "Foi algo 100% inesperado por nós", conta.
O mesmo foi dito por Rogério Orban, treinador da VLRR Clube (Vila Leopoldina Road Runners), que acompanhava os exercícios de Júlio. De acordo com Orban, Júlio era um atleta experiente e havia iniciado as corridas em 2021. A VLRR também prestou homenagem ao atleta:
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À CNN, o ortopedista do Hospital Santa Catarina Fabio Luis Datti afirmou que a preparação para uma maratona deve incluir avaliação clínica, exames laboratoriais e cardiológicos, além de planejamento de treinos, hidratação adequada, alimentação equilibrada e respeito aos limites do organismo durante a competição.


