CPTM fornecerá vacinação gratuita contra sarampo a partir desta segunda (6)
Ação deve se estender até dia 20 de julho, de segunda a sexta em estações da Linha 11-Coral e Linha 12-Safira, ambas na zona Leste de São Paulo
Quatro estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) disponibilizarão vacinação gratuita contra sarampo a partir desta segunda-feira (6) em São Paulo.
A campanha, realizada em parceria com a SMS-SP (Secretaria Municipal da Saúde em São Paulo), é voltada para pessoas de 6 meses a 59 anos e deve se estender até 20 de julho.
A ação estará disponível das 9h às 16h nas estações:
- Comendador Ermelino (Linha 12-Safira), no distrito de Ermelino Matarazzo, Zona Leste;
- Guaianases (Linha 11-Coral), em Guaianases, Zona Leste;
- Itaim Paulista (Linha 12-Safira), no distrito de Itaim Paulista, extremo Leste e;
- São Miguel Paulista (Linha 12-Safira), em São Miguel Paulista, Zona Leste.
O serviço de saúde deve funcionar de segunda a sexta, não estando disponível nos finais de semana.
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Sintomas
Os principais sintomas da doenças são manchas vermelhas no corpo, também conhecidas com exantema, e febre alta, acima de 38,5ºC. Além disso, os sintomas podem ser acompanhados de tosse seca, irritação nos olhos e mal-estar intenso.
Conforme o Ministério da Saúde, os sinais podem aparecer a partir do terceiro dia, com manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas até o quinto dia. Após esse período, as marcas podem se espalhar pelo corpo e a febre pode persistir.
O grupo de risco para sarampo são crianças menores de 5 anos de idade.
Complicações
A contração da doença pode resultar em sequelas para a vida inteira, como por exemplo pneumonia (infecção no pulmão), otite média aguda (infecção no ouvido), encefalite aguda (inflamação no cérebro) e pode chegar a morte.
Segundo a pasta, a vacina é a maneira mais efetiva de prevenção da doença.
Doze zero para bebês
A Secretaria de Estado da Saúde recomendou a vacina dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram na cidade de São Paulo e em Guarulhos.
A decisão foi adotada após as recentes notificações de casos suspeitos de contaminação indicadas pelo CVE-SP (Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”).
A secretaria realizou ações de vacinação em aeroportos, terminais de ônibus e estações de metrô e de trens, onde há grande circulação de pessoas diariamente e que podem ser regiões de fluxo das doenças.
A pasta ainda alerta que a dose zero é apenas uma proteção adicional e não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Registros de sarampo
A secretaria estadual registrou dois casos de sarampo importados em março e abril deste ano. Ambos os casos evoluíram para cura.
O primeiro caso foi identificado em uma bebê de 6 meses, sem registro de vacinação e com histórico de deslocamento recente para a Bolívia. Já o segundo foi em um homem de 42 anos, residente na Guatemala e com histórico vacinal.
Atualmente, segundo o estado, a cobertura vacinal contra o sarampo no estado é de 85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda dose.
Em nível nacional, o Ministério da Saúde registrou 785 notificações de sarampo desde janeiro de 2026. Até a semana epidemiológica 14, a pasta confirmou duas contaminações pela doença, sendo uma em São Paulo, relacionada a uma viagem internacional sem cobertura vacinal, e uma no Rio de Janeiro, um caso de infecção desconhecida e também sem registro de vacinação.
O que diz o Ministério da Saúde?
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que o Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo, o que, segundo a pasta, é resultado do fortalecimento da vigilância, ações de bloqueio vacinal e ampliação da cobertura vacinal.
O órgão ainda diz que o país mantém essa condição mesmo após as Américas perderem a certificação regional de eliminação da doença, em decorrência da transmissão endêmica no Canadá, após epidemias também registradas nos Estados Unidos, México e Bolívia.
Segundo o Ministério, em 2026, foram confirmados oito casos de sarampo no Brasil, sendo sete no estado de São Paulo e um no Rio de Janeiro, todos importados ou relacionados à importação.
Em junho, com os cinco casos mais recentes registrados em São Paulo, a pasta recomendou a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses na capital e em Guarulhos, com o envio de cerca de 100 mil doses.
A gestão também ressaltou que foram intensificadas ações de vigilância, como busca ativa de casos suspeitos, monitoramento de contatos, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal.
Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias que viajarem para áreas de risco na região devem receber a dose zero da tríplice viral como proteção adicional. Essa dose não substitui as previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para pessoas de 12 meses a 59 anos.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

