Crise hídrica: Nível de reservatórios da Grande SP é o menor desde 2015

Volume armazenado caiu para 41,1% em agosto; Sabesp garante abastecimento, mas reforça uso consciente da água

Giovanna Machado e Vitor Bonets, da CNN*, em São Paulo
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A Região Metropolitana de São Paulo enfrenta, em 2025, o pior cenário hídrico desde a crise histórica de 2014 e 2015.

Dados da Sabesp mostram que, em 14 de agosto desse ano, o volume dos sete sistemas que abastecem a Grande São Paulo estava em 41,1% da capacidade. Esse é o menor índice registrado desde a época da “seca”, quando o sistema atingiu apenas 11,4%.

Em agosto de 2023, o armazenamento estava em 72,5% e passou para 59,6% em 2024, até chegar aos atuais 41,1%. Em comparação, na mesma data de 2013, um ano antes da crise hídrica, os reservatórios estavam em 61,1%, ou seja, 20 pontos percentuais a mais do que agora.

Em comunicado, a Sabesp informou que o SIM (Sistema Integrado Metropolitano) opera nesta segunda-feira (19) com 39,9% da capacidade, nível abaixo do habitual, reflexo do período de poucas chuvas.

Segundo a companhia, o SIM é formado por sete mananciais interligados, o que garante maior segurança e flexibilidade no abastecimento da Grande São Paulo. Esse modelo permite atender diferentes regiões a partir de mais de uma fonte, com apoio de reservatórios importantes, como o Guarapiranga.

A empresa destacou que, desde a crise hídrica, vem realizando obras e investimentos que aumentaram a robustez do sistema, como a interligação Jaguari–Atibainha, o Sistema São Lourenço e a transferência de água do rio Itapanhaú.

Ainda de acordo com a Sabesp, não há risco de desabastecimento, mas o momento reforça a importância do uso consciente da água. “Pequenas atitudes no dia a dia ajudam a garantir água para todos”, afirmou a companhia.

A CNN entrou em contato com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e aguarda retorno para mais informações e esclarecimentos sobre medidas adicionais a serem adotadas diante da baixa nos mananciais.

Vai chover em São Paulo?

A semana será marcada por um período predominantemente seco e quente, com umidade do ar atingindo níveis críticos, especialmente no sábado (23).

Uma mudança significativa no padrão meteorológico ocorrerá no domingo (24) , com queda acentuada na temperatura e possibilidade de chuva leve. A amplitude térmica ao longo da semana será expressiva, com variação de mais de 20 graus entre os dias mais quentes e o mais frio.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo