Cruz em chamas faz parte de cerimônia de formação, afirma comandante de BPM

Ministério Público de São Paulo (MPSP) investiga vídeo por semelhança com ritual da “Ku Klux Klan”

Guilherme Gama e Pedro Duran, da CNN, São Paulo
Compartilhar matéria

Após a repercussão de um vídeo, divulgado nas redes sociais do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) na última terça-feira (15), o tenente-coronel Costa Júnior, comandante do BAEP, se manifestou nas redes sociais nesta quarta-feira (16) sobre os elementos associados a rituais racistas, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

O comandante afirma que o vídeo retrata a "Cerimônia de Conquista e Outorga de dois Braçais de BAEP” aos agentes recém ingressados na unidade, como forma de conclusão do período de estágio e permanência em serviço no batalhão.

“A cruz envolta em chamas simboliza a vitória sobre o sacrifício e o peso da conquista”, afirma. O caminho iluminado faz referência à trajetória dos soldados até a etapa do juramento em defesa da vida no serviço militar.

Em nota, o batalhão afirma que a tradicional cerimônia militar visa ressaltar os méritos alcançados após meses de treinamento e observação para alcançar a honra de poder ostentar um braçal de Polícia Militar.

A cerimônia ocorreu no período noturno porque os estagiários que alcançaram a conquista pertencem ao Pelotão de Ações Especiais que atua no serviço noturno, de acordo com os esclarecimentos da corporação.

O estande de tiro usado para a cerimônia que não dispunha de iluminação própria, por isso foram usados petrechos com fogo para iluminação do local, de acordo com a nota.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou nesta quarta-feira (16), por meio da promotoria de Justiça de São José do Rio Preto, um procedimento para investigar o caso. A situação semelhante aos rituais da “Ku Klux Klan”, organização secreta que visava manter as práticas racistas e os privilégios da população branca norte-americana após a Guerra de Secessão, de acordo com a pasta.

Veja o vídeo: