Deputadas de SP protocolam queixa-crime após ameaças em e-mail coletivo
Treze parlamentares assinaram o documento, que foi encaminhado à Decradi e ao Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad)

Deputadas estaduais da Assembleia Legislativa de São Paulo protocolaram na noite de segunda-feira (2) uma queixa-crime após terem recebido, no sábado (31), um e-mail com ameaças de morte e estupro.
O documento foi encaminhado à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e ao Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad).
Treze deputadas assinaram o documento. A informação foi confirmada pela assessoria da parlamentar Mariana Helou (Rede), uma das que receberam o e-mail.
“Esse caso vai ser investigado até o final. O presidente da Assembleia foi rápido e prontamente disponível para atender essa demanda de todas as deputadas, garantir a segurança física integral de todas nós e de todas as famílias, mas principalmente investigar até o final, punir os culpados e garantir que a política é assim, um lugar para as mulheres", disse Marina.
O caso foi registrado como ameaça, injúria racial e falsa identidade. A Polícia Civil já identificou um suspeito, um homem de 28 anos que nega envolvimento e alega ter tido seus dados utilizados indevidamente. Um celular e um notebook foram apreendidos em sua residência para perícia.
O presidente da Assembleia, André do Prado (PL), afirmou que a Casa “não vai tolerar qualquer tipo de ameaça” e que medidas de segurança estão sendo discutidas. Entre elas, a possibilidade de escolta individual para deputadas e o aprimoramento do protocolo de acesso ao prédio. “Foi um ataque não apenas às parlamentares, mas à própria instituição”, disse.
Em comunicado conjunto, as parlamentares afirmaram que o episódio representa uma tentativa de "silenciar mulheres" na política e reforça a necessidade de "políticas públicas eficazes para o enfrentamento da violência política de gênero".
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