Empresário diz ter sido espancado dentro de famoso bar em SP

Homem relata ter sido agredido por seguranças e funcionários de karaokê após pedir ajuda para deixar o local, que estava lotado

Adriana De Luca e Guilherme Gama, da CNN, São Paulo
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O empresário Donizette Oliveira Junior, de 29 anos, afirmou ter sido brutalmente agredido na madrugada deste domingo (17), dentro do karaokê Siga La Vaca, na região central da cidade de São Paulo. O crime foi registrado como lesão corporal no 2º Distrito Policial (Bom Retiro).

Nas redes sociais, o empresário relata que esteve no local por cerca de 30 minutos durante o aniversário de um amigo e, ao tentar deixar o estabelecimento, foi vítima de agressão.

O bar estava "superlotado" e com apenas um caixa funcionando, o que formou uma fila longa, de acordo com a denúncia. Donizette conta que passou mal durante a espera e pediu que funcionários o ajudassem a sair mais rapidamente, sem a intenção de "furar a fila".

“Foi nesse contexto que a violência começou. De repente, sem qualquer motivo, recebi um soco no rosto de um desconhecido. Ao tentar me defender, a situação saiu do controle. Seguranças e funcionários, que deveriam proteger os clientes, se juntaram e passaram a me agredir brutalmente”, afirmou na publicação.

O empresário disse ter sido alvo de socos, chutes e empurrões, inclusive na cabeça, mesmo já caído no chão. Segundo ele, seu namorado e outras pessoas que tentaram intervir também foram agredidos. Fotos compartilhadas nas redes sociais mostram hematomas e feridas em todo o rosto. O homem foi encaminhado pela Polícia Civil para exames no Instituo Médico Legal (IML).

Uma cliente que o amparou na saída do estabelecimento disse para que ele deixasse o local, que seguranças atirariam contra ele. O empresário classificou o episódio como “uma das experiências mais violentas e humilhantes” de sua vida.

Donizette pretende acionar a Justiça e buscar as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento para "responsabilizar os envolvidos". Na publicação, ele afirma: “Eu poderia ter perdido a minha vida por besteira. Ninguém merece ser espancado simplesmente por nada."

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que, no decorrer da ocorrência, uma funcionária, de 20 anos, contou que também foi agredida com um tapa no rosto por um cliente, de 39 anos, que negou a agressão e afirmou ter encostado nela de forma acidental.

A CNN entrou em contato com o karaokê Siga La Vaca para comentar as acusações, veja a nota:

A direção do Bar Siga La Vaca e das casas da Rede Biroska reforça que não compactua com qualquer tipo de preconceito, discriminação ou violência, especialmente contra a comunidade LGBTQIA+, a qual sempre acolhemos com respeito, carinho e segurança. Somos reconhecidos justamente por sermos espaços seguros, inclusivos e diversos, pautados no entretenimento e na valorização da diversidade.

É importante esclarecer que a recente confusão ocorreu entre clientes, fora de nossas dependências, e que a casa não tem qualquer responsabilidade sobre o ocorrido. Ressaltamos que sempre prezamos pela segurança de todos os frequentadores, contando com equipes preparadas, e que situações como essa nunca haviam acontecido em nossa história. O episódio foi prontamente solucionado com a atuação da polícia, garantindo a normalidade e a segurança no entorno.

Repudiamos veementemente quaisquer atos de violência ou manifestações preconceituosas.

Agradecemos a confiança de nosso público ao longo de mais de seis décadas de atuação, e reiteramos nosso compromisso em proporcionar ambientes de diversão, acolhimento e respeito a todos.