Família denuncia troca de corpos em cemitério de SP; veja relato
O caixão do jovem Hugo Aparecido Tomé foi entregue com um desconhecido no Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha

Familiares denunciam uma troca de corpos no Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo, nesta quinta-feira (30). O caixão foi entregue com um desconhecido dentro.
De acordo com o relato da família à CNN Brasil, Hugo Aparecido Tomé, de 23 anos, morreu na última segunda-feira (27) ao participar de um jogo de futebol. Segundo informado, ele escorregou durante a partida, bateu a cabeça e não resistiu aos ferimentos.
Logo em seguida, a família diz ter ido ao cemitério e contratado os serviços funerários da Cortel, administradora do local, para dar segmento às cerimônias de velório e sepultamento da vítima.
Ainda conforme a família, o próprio irmão da vítima foi ao IML (Instituto Médico Legal) e fez o reconhecimento do corpo de Hugo e a liberação para continuar os trâmites necessários.
Os parentes contam que, ao chegarem na sala do velório, verificaram que o corpo que estava no caixão não era de Hugo, mas sim de um desconhecido.
Eles contam que quando questionaram a administração, os funcionários insistiram de que se tratava do corpo certo. Os familiares disseram que tiveram de mostrar uma foto da vítima para convencê-los de que se tratava do corpo errado.
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Em um diálogo gravado pela família ao qual a CNN teve acesso, uma discussão entre familiares e funcionários da empresa funerária ocorreu motivada por atrasos.
No áudio, os familiares cobram a presença de um responsável e afirmam que receberam sucessivas previsões de horário para a entrega do corpo certo, que segundo eles, não foram cumpridas.
Eles acusam a empresa de omitir informações e de tratar a família com desrespeito, enquanto os funcionários dizem apenas repassar as informações que recebem e negam estar mentindo.
Durante a discussão, a tia de Hugo afirma que chegou ao local pela manhã e que ainda não conseguiu ver o corpo do sobrinho. Ela acusa uma funcionária de ter dito que ela estava "emocionada" e não reconhecia o corpo, o que é negado pela funcionária. A familiar classifica a situação como "desumana".
Ainda em relato à reportagem, a família afirmou que o corpo de Hugo chegou ao cemitério, estava em um caixão de papelão, que não era o contratado. A urna correta estava no corpo errado.
Os familiares pediram à funerária para que realizassem a troca para o objeto correto e os funcionários queriam que fosse feito ali mesmo na sala de velório. A família negou e afirmou que pediu para que a alteração fosse feita da maneira correta.
Apenas após a insistência dos parentes, os corpos foram levados a uma clínica para que os caixões fossem colocados de maneira certa, segundo o relato.
Segundo a família, após a troca as cerimônias de velório e sepultamento seguiram normalmente. Além disso, afirmam que a empresa disse que, por conta dos transtornos, os isentaria do pagamento de todos os serviços contratados
Até o fechamento desta reportagem, não havia informações a respeito de quem era o corpo colocado inicialmente na sala de velório e nem se a família tinha ciência do ocorrido. A CNN decidiu não divulgar as imagens em respeito à família.
Os familiares de Hugo afirmaram que foi registrado um boletim de ocorrência contra a empresa. Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que o caso é investigado pelo 38º Distrito Policial (Vila Amália), que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias dos fatos.
Em nota, a Corte confirmou a ocorrência e classificou como “falha operacional”. A concessionária informou que adotou as providências necessárias para corrigir prontamente a situação e que a empresa instaurou uma apuração interna para identificar as causas.
Veja a nota na íntegra:
“A Cortel confirma a ocorrência de uma falha operacional na manhã desta quinta-feira (30), no Cemitério da Cachoeirinha, em São Paulo.
A Concessionária lamenta profundamente o ocorrido, pede desculpas aos familiares pelos transtornos causados e informa que adotou as providências necessárias para corrigir prontamente a situação e prestar toda a assistência às famílias.
A empresa instaurou uma apuração interna para identificar as causas da ocorrência e reforçará os procedimentos operacionais para evitar que casos semelhantes voltem a acontecer.”
*Sob supervisão de AR.


