Feijoada envenenada: suspeita já processou empresa de alimentos
Alcunhada de "serial killer" e envolvida em 4 homicídios, Ana Paula Veloso Fernandes buscou indenização alegando corpo estranho em produto alimentícios

Ana Paula Veloso Fernandes, suspeita de envolvimento em quatro homicídios qualificados por envenenamento, incluindo o caso da feijoada envenenada que vitimou Neil Corrêa da Silva, no Rio de Janeiro, possui um histórico judicial inusitado, com um processo contra uma empresa de alimentos.
A ação de 2019, movida pela suspeita descrita pela Justiça como uma "verdadeira serial killer", alegava a presença de um parafuso em uma lata de leite em pó.
Na justiça, Ana Paula pediu uma compensação por danos morais, mas foi julgada improcedente, visto que ela não fez prova mínima da existência do corpo estranho no produto, ônus que lhe competia / obrigatório para procedência do caso.
Atualmente, a acusada está sendo julgada em Guarulhos (SP) por quatro delitos similares; praticados, em tese, com o mesmo modus operandi de envenenamento.
A investigada confessou à Polícia Civil ter matado dez cachorros para testar o efeito do veneno. Segundo o delegado, a suspeita demonstrou ter conhecimento técnico sobre o uso e dosagem do produto. Agentes encontraram terbufós, um agrotóxico, em sua residência.
Quem é a mulher que envenenou feijoada e pode ter assassinado até 4 pessoas
Caso da feijoada envenenada
Ana Paula Veloso Fernandes é suspeita de participação e execução do homicídio de Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, no caso da feijoada envenenada. O crime ocorreu em abril deste ano, em Duque de Caxias (RJ).
Ela é uma das mulheres presas e envolvidas na morte por envenenamento de Neil Corrêa da Silva. O crime ocorreu durante um almoço de domingo, no qual as suspeitas são de que a feijoada estava com veneno. As investigações apontam que suspeita teria viajado de Guarulhos para o Rio de Janeiro a mando de Michele Paiva da Silva, filha da vítima, que teria financiado a viagem com o objetivo de executar o assassinato do pai.
A suspeita teria conhecimento técnico sobre o uso e dosagem do veneno para que as mortes parecessem naturais. Ana Paula confessou à Polícia Civil ter matado dez cachorros para testar o efeito do veneno.

