Funcionário público confessou 17 ataques a ônibus em SP, diz polícia
Homem levado para a delegacia é motorista do chefe de gabinete da CDHU
Durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (22) em São Paulo, a Polícia Civil informou que o criminoso identificado como Edson Aparecido Campolongo, funcionário da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Estado de São Paulo, confessou que atacou ao menos 17 ônibus na capital paulista, e em outras cidades, como São Bernardo do Campo e Osasco.
O homem trabalha como funcionário público há 30 anos e é motorista do chefe de gabinete da CDHU. Segundo à polícia, quando questionado sobre a motivação, Édson disse que foi em “protesto”, que ele gostaria de “consertar o Brasil”.
O criminoso também apontou o irmão dele como cúmplice nos atentados. A polícia encaminhou o pedido de prisão preventiva para a Justiça dos dois homens.
Entre os ataques atribuídos ao funcionário público, está o que aconteceu na capital paulista, na Avenida Jorge João Saad, na última terça-feira (15), quando uma criança ficou ferida pelos estilhaços.
Na casa do homem, a polícia encontrou diversos objetos que teriam sido usados nos atos de vandalismo como estilingues e bolinhas de gude. Segundo a polícia, em um dos ataques, ele também usou coquetel molotov.
Apesar da versão apresentada pelo suspeito, a polícia acredita que possa ser um “pano de fundo”. Os celulares dele e do irmão foram apreendidos e a investigação segue.
Em relação aos outros ataques, até agora já foram mais de 800 no estado, a polícia suspeita em um “efeito manada” e não em uma ação coordenada.
Apesar disso, outras linhas de investigação, como o envolvimento de empresas de ônibus e disputa entre sindicatos, seguem sendo apuradas.
Segundo a polícia, 22 pessoas foram presas até agora, entre elas 8 adolescentes e 1 criança.

