"Greve de ônibus na hora de ir embora é sacanagem"; veja relatos nas redes
Movimento atinge diversas regiões da cidade e já provoca impacto direto no deslocamento dos mais de 8,7 milhões de passageiros que dependem do sistema municipal diariamente
Usuários das redes sociais relataram dificuldades para voltar para casa na tarde desta terça-feira (9), após a paralisação dos ônibus em São Paulo. O movimento, iniciado por motoristas e cobradores a partir das 16h, coincidiu com a chuva na cidade e deixou passageiros sem alternativas de transporte.
Nas publicações, muitos reclamaram do momento escolhido para a greve. “Greve de ônibus na hora de ir embora para a casa é sacanagem”, escreveu um internauta. Outro comentou o impacto combinado da paralisação e do temporal: “greve de ônibus, temporal e Uber nas alturas, que dia para ser CLT”.
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Para alguns usuários, a situação fez São Paulo “parecer o fim do mundo”. “Hoje SP tá parecendo o fim do mundo, os ônibus =de greve e não para de chover”, disse uma passageira. Outro relato apontou a dificuldade para conseguir voltar para casa: “greve de ônibus com essa chuva... só queria voltar pra casa em paz”.
O movimento atinge diversas regiões da cidade e já provoca impacto direto no deslocamento dos mais de 8,7 milhões de passageiros que dependem do sistema municipal diariamente
Greve imediata
Motoristas e cobradores de ônibus iniciaram uma paralisação na tarde desta terça-feira (9) em São Paulo. Segundo o sindicato da categoria, a mobilização começou por volta das 16h.
À CNN Brasil, representantes do SindMotoristas afirmaram que a paralisação foi motivada pelo não pagamento do 13º salário e de benefícios como o vale-refeição nas férias — conquista da última campanha salarial. Segundo o sindicato, as empresas descumpriram o acordo firmado, que previa o pagamento em setembro.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) afirmou em nota que "as empresas operadoras associadas à entidade não estão poupando esforços para honrar com suas obrigações trabalhistas".
A Prefeitura de São Paulo registrou um boletim de ocorrência contra as empresas de ônibus que aderiram à paralisação. A gestão afirma que a greve ocorreu sem aviso prévio, em descumprimento à legislação, e que o pagamento do 13º salário — principal motivo da paralisação — é de responsabilidade exclusiva das concessionárias.


