Greve de ônibus: Nunes reúne empresas e sindicato após paralisação
Encontro foi marcado para 19h30; paralisação começou por volta das 16h desta terça-feira e atinge diversas linhas municipais
O prefeito Ricardo Nunes se reúne, na noite desta terça-feira (9), com representantes das empresas de ônibus e com a diretoria do Sindicato dos Motoristas para discutir a paralisação que afeta o transporte público na capital.
O encontro foi marcado para 19h30. A paralisação começou por volta das 16h desta terça-feira e atinge diversas linhas municipais. O sindicato afirma que os trabalhadores estão parados devido ao atraso no pagamento do 13º salário e do vale-refeição nas férias, benefícios conquistados em acordo coletivo.
A Prefeitura, por sua vez, diz que os repasses às concessionárias estão em dia e que as empresas descumpriram obrigações trabalhistas. O município registrou um boletim de ocorrência contra as viações que aderiram à paralisação sem aviso prévio.
Usuários das redes sociais relataram dificuldades para voltar para casa na tarde desta terça-feira. Nas publicações, muitos reclamaram do momento escolhido para a greve. “Greve de ônibus na hora de ir embora para a casa é sacanagem”, escreveu um internauta.
Outro comentou o impacto combinado da paralisação e do temporal: “greve de ônibus, temporal e Uber nas alturas, que dia para ser CLT".
“Não foi só o 13º. O 13º e o VR nas férias, que foi uma conquista nossa na campanha salarial. O pagamento seria em setembro. Não pagaram setembro, outubro e novembro. Não iam pagar dezembro. A gente pressionou, disseram que iam pagar dia 12 de dezembro e o retroativo. Não pagaram nada”, disse o sindicato à CNN Brasil.
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos o início da paralisação. A prefeitura afirma que a suspensão vale apenas para o período da tarde desta terça.


