Guarda municipal mata esposa após casamento em SP: veja como briga começou

Daniel Barbosa Marinho, guarda municipal há 22 anos, foi preso em flagrante por feminicídio horas após a cerimônia em Campinas (SP)

Beto Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
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A festa de casamento entre uma mulher de 34 anos e um guarda municipal de 55 anos, no sábado (9), em Campinas (SP), acabou em mais um caso para as estatísticas de feminicídio, com uma discussão que evoluiu para violência física e culminou na morte de Nájylla Duenas Nascimento.

O casal participava de uma confraternização para oficializar a união, quando uma discussão teve início dentro da residência, segundo informações da Polícia Civil e relatos de testemunhas.

O principal suspeito é o guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, que foi preso em flagrante por feminicídio.

Violência física e uso de arma funcional

O desentendimento evoluiu para agressões físicas. E foi com um aparato do estado — com a missão de proteger — que o sonho matrimonial terminou em tragédia.

Testemunhas relataram que, após sair do imóvel, o guarda municipal retornou pouco tempo depois e voltou a atirar contra a vítima.

De acordo com as investigações, o agente teria utilizado sua arma funcional para efetuar disparos contra a esposa.

Após o crime, a polícia localizou o suspeito e apreendeu a arma de fogo, além de munições.

Perfil do agressor e situação legal

Daniel Barbosa Marinho atua como Guarda Civil Municipal em Campinas há pelo menos 22 anos.

O agente foi encaminhado à cadeia pública do 2º Distrito Policial da cidade e o caso será apurado administrativamente pela corporação.

O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas.

Feminicídios em São Paulo

O crime ocorre em um período de alta violência de gênero no estado. São Paulo registrou 86 casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, o maior número da série histórica para o período, representando um aumento de 41% em relação ao ano anterior.

Em todo o Brasil, o primeiro trimestre de 2026 foi o mais letal da história para mulheres, com uma vítima a cada cinco horas.