Guerra no Oriente Médio: mais sete voos são cancelados em SP e dois no RJ
Viagens foram suspensas devido a ataques de EUA e Israel contra o Irã; chegadas e partidas são de companhias árabes

Os aeroportos internacionais de Guarulhos, na Grande São Paulo, e do Galeão, no Rio de Janeiro, tiveram novos voos cancelados nesta terça-feira (3), por conta do conflito no Oriente Médio, que escalou para uma guerra após ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.
Agora, mais nove viagens foram canceladas e tiveram passageiros impactados.
Em Guarulhos, a Qatar Airways, do Catar, foi a companhia aérea mais afetada, com seis cancelamentos, sendo três chegadas e três partidas. Já a Emirates, dos Emirados Árabes Unidos, teve apenas uma partida afetada.
De acordo com o RIOgaleão, mais dois voos foram cancelados no aeroporto carioca.
Agora, o número de voos cancelados já chega a 38, sendo 31 em São Paulo e sete no Rio de Janeiro
Outros voos cancelados
Desde sábado (28), 24 voos já haviam sido impactados no aeroporto paulista: quatro no sábado, oito no domingo (1) e 12 nesta segunda-feira (2).
No Rio de Janeiro, o RIOgaleão informou que voos com chegada ou partida para Dubai estão temporariamente cancelados devido à situação no espaço aéreo do Oriente Médio. Desde sábado, cinco voos foram afetados no aeroporto carioca.
A CNN Brasil tenta contato com Qatar Airways e Emirates para mais informações sobre os cancelamentos.
Entenda a guerra no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel realizaram, no último sábado (28), uma série de ataques contra o Irã, em meio à escalada de tensões envolvendo o programa nuclear iraniano.
Em resposta, o regime dos aiatolás iniciou ações retaliatórias contra países do Oriente Médio que sediam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo (1º), a imprensa estatal iraniana informou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi um dos alvos fatais das ofensivas conduzidas por forças americanas e israelenses.
Após o anúncio de sua morte, o governo iraniano ameaçou desencadear a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente do país, Masoud Pezeshkian, declarou que Teerã considera a retaliação contra Israel e os Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.
Em reação, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã a não promover novos ataques. “É melhor que eles não façam isso, porque, se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, afirmou. Os confrontos entre as partes prosseguem neste domingo.
*Sob supervisão de Tonny Aranha


