Líder do PCC preso em SP tem envolvimento em mega assalto de avião no RS
Criminoso conhecido como “Vin Diesel” era procurado pela Justiça Federal pelo roubo de um avião-pagador de R$ 14 milhões; ele também suspeito de envolvimento no plano de sequestrar Sérgio Moro

Um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), conhecido como “Vin Diesel”, foi preso nesta segunda-feira (7) em Osasco, na Grande São Paulo.
O criminoso era procurado pela Justiça Federal por envolvimento direto no roubo cinematográfico de um avião-pagador, ocorrido em junho de 2024 no aeroporto de Caxias do Sul (RS).
Durante o assalto, os suspeitos levaram cerca de R$ 14 milhões, usando explosivos, armamento pesado e até viaturas clonadas da Polícia Federal. O assalto resultou na morte de um policial federal e de um assaltante na troca de tiros.
De acordo com a polícia, o preso que era foragido da Justiça prestou apoio operacional e logístico para cometer o crime, com um dos veículos usados na ação, que partiu do estado de São Paulo dias antes.
“Vin Diesel” foi preso durante um patrulhamento de rotina do Batalhão de Choque da PM. Ao consultar a identidade do homem, os policiais constataram que ele tinha um mandado de prisão em aberto. Jeferson Daniel Florêncio de Araújo, de 44 anos, estava com quatro celulares e cerca de R$ 4 mil em espécie.
O preso é apontado como peça-chave na logística e no financiamento de crimes de alta complexidade da organização criminosa, incluindo articulações para ataques a autoridades e instituições públicas. Ele já era monitorado pelos serviços de inteligência da PMESP pela Polícia Federal e é suspeito de envolvimento na tentativa de sequestro do senador Sérgio Moro (União Brasil), em 2023.
Segundo a Polícia Militar, em uma das operações para prender o bando, foi descoberto pela Polícia Federal conexões entre o assalto e a cúpula de uma facção criminosa.
“Vin Diesel” integra a organização desde 2019, segundo as investigações. Ele também é suspeito de planejar um ataque ao Setor de Retaguarda e Tesouraria do Banco do Brasil em Caruaru, Pernambuco. Ele foi encaminhado pelo COE à sede da Polícia federal, onde o caso foi registrado.

