Mãe e irmão de suspeito por execução de ex-delegado são ouvidos no DHPP

Forças de segurança estaduais cumpriram oito mandados de busca e apreensão em endereços na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital

Felipe Souza, da CNN, em São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo ouviu a mãe e o irmão de um dos identificados como suspeito da execução do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes. As informações foram confirmadas pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) nesta quarta-feira (17).

O homem, irmão de um dos suspeitos de envolvimento no crime, foi encaminhado à sede do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), no centro da capital paulista. Segundo apuração da CNN, eles não são alvos de mandado de prisão e foram conduzidos à delegacia para localizar o real suspeito.

De acordo com a SSP, além do depoimento da mãe, as forças de segurança estaduais cumpriram oito mandados de busca e apreensão em endereços na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, com o intuito de identificar e prender os envolvidos com o crime.

Conforme adiantado pelo secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, dois envolvidos foram identificados e a polícia já pediu a prisão deles.

O crime

O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo foi assassinado a tiros na noite de segunda-feira (15), em Praia Grande, no litoral paulista. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela CNN mostram criminosos armados com fuzis durante a ação.

Segundo as informações, ao tentar fugir, o carro da vítima foi atingido por um ônibus e capotou. Em seguida, os criminosos se aproximaram e realizaram a execução. Após o crime, os suspeitos fugiram.

A corporação confirmou que o ex-delegado não resistiu aos ferimentos após o ataque. Ruy Ferraz Fontes ocupava atualmente o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande. Ele atuava contra a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e era considerado um dos principais inimigos da facção.

Linhas de investigação

Existem de três a quatro variantes de investigação sendo trabalhadas simultaneamente pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), com apoio do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

Uma das principais linhas investigativas é a vingança de facções criminosas, em especial o PCC.

Ruy Ferraz foi responsável por mapear a estrutura do PCC nos anos 2000. Uma suspeita levantada é de que a ação possa ser obra da "Sintonia Restrita", grupo de pistoleiros do PCC.

Outra linha de investigação é a possível ligação do crime com o trabalho de Fontes na Prefeitura de Praia Grande como secretário de Administração. A polícia afirmou que na madrugada após o crime, muitas informações foram recebidas e serão checadas.