MC Ryan, Poze e dono da Choquei presos: veja imagens de operação da PF
Cantores foram presos em ação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15) contra lavagem de dinheiro; invesigações apontam que grupo teria movimentado cerca de mais de R$ 1,6 bilhão
Os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo, dois dos maiores nomes do funk brasileiro, foram presos pela Polícia Federal durante uma operação contra lavagem de dinheiro, na manhã desta quarta-feira (15). Imagens mostram a ação da corporação, que cumpre mais de 80 mandados ao redor de diversos estados do Brasil.
Os registros feitos na "Operação Narco Fluxo" evidenciam a apreensão de diversos itens de luxo como veículos, joias, relógios, além de dinheiro, armas, documentos e aparelhos eletrônicos. (Veja acima).
A operação, segundo a PF, tem como principal objetivo desarticular uma organização criminosa voltada à movimentação ilícita de valores, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior.
De acordo com a corporação, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular os valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão, segundo as investigações.
MC Ryan SP e Poze do Rodo presos
De acordo com apuração da CNN Brasil, Poze foi preso em casa, no Recreio dos Bandeirantes, zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A reportagem entrou em contato com a defesa do artista, que afirmou desconhecer os autos ou teor do mandado de prisão.
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A defesa afirmou ainda que, "com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário."
Por sua vez, a defesa de Ryan SP afirmou que "até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos."
Veja nota na íntegra:
"A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.
Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável.
A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada."
Veja o que diz a defesa de Raphael Sousa, dono da Choquei
"A defesa de Raphael Sousa Oliveira esclarece que seu vínculo com os fatos investigados decorre, exclusivamente, da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital.
Os valores por ele recebidos referem-se a serviços efetivamente prestados de publicidade e marketing, atividade lícita e regularmente exercida há anos.
Raphael não integra organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilícito e jamais exerceu função diversa da veiculação publicitária contratada.
A defesa está adotando as medidas cabíveis e demonstrará, no momento oportuno, que sua atuação sempre se deu dentro dos limites da legalidade."

