Mulher que deu facada em cabeleireiro é liberada após assinar termo em SP

Caso na Barra Funda foi registrado como lesão corporal e ameaça; defesa da vítima recorre para mudar tipificação para tentativa de homicídio

Julia Naspolini, da CNN Brasil*, Beto Souza, da CNN Brasil, São Paulo
Compartilhar matéria

Uma mulher de 27 anos, que confessou ter esfaqueado o cabeleireiro Eduardo Ferrari em um salão de beleza na Barra Funda, na zona Oeste de São Paulo, foi liberada pela polícia após a assinatura de um termo circunstanciado.

O ataque ocorreu na tarde dessa terça-feira (5), motivado pela insatisfação da cliente com um procedimento capilar realizado cerca de 30 dias antes do crime.

Como a ocorrência foi inicialmente tipificada como lesão corporal, ameaça e autolesão, a agressora foi apenas detida e não passou por audiência de custódia.

Dinâmica do ataque e motivação

De acordo com as investigações, a cliente retornou ao estabelecimento na Avenida Marquês de São Vicente para exigir a devolução dos valores pagos pelo serviço.

Diante da negativa do estorno, uma vez que o procedimento havia sido concluído, a mulher passou a agir de forma agressiva e desferiu uma facada nas costas do profissional de maneira inesperada.

Funcionários e seguranças do local contiveram a autora até a chegada da Polícia Militar. Apesar da gravidade do ferimento, Eduardo Ferrari recebeu atendimento médico e está fora de risco, embora permaneça com forte abalo emocional.

Tese de tentativa de homicídio e homofobia

A advogada da vítima, Quecia Montino, contesta o registro policial de lesão corporal.

Leia também: Mulher esfaqueia cabeleireiro em SP; veja antes e depois de procedimento

A defesa sustenta que a dinâmica da agressão, a violência empregada e o local atingido justificam o enquadramento como tentativa de homicídio. "A dinâmica da agressão e demais circunstâncias merecem uma análise mais aprofundada", afirmou a defesa em nota.

Além da agressão física, o corpo jurídico analisa medidas criminais contra possíveis condutas de cunho homofóbico praticadas pela investigada durante a ação. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

CNN Brasil tenta contato com a defesa da suspeita. O espaço está aberto para uma manifestação.