O que acontece com o tubo do seu sangue no laboratório científico

Apenas em uma unidade de Núcleo Técnico Operacional são realizados 400 mil exames diariamente; a maioria do processo é feita de forma automatizada, praticamente sem interação humana com as amostras

Thiago Félix, da CNN Brasil, São Paulo
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A trajetória de coleta dos exames de sangue passa por uma jornada de desafios até o resultado ficar pronto na tela do computador do paciente. A análise é feita em uma megaestrutura em São Paulo.

Todo o processo é automatizado, com centenas de máquinas robóticas manuseando cerca de 400 mil amostras diariamente. A interação humana é mínima desde a abertura do tubo até o fim do processo.

O tubo coletado em postos laboratoriais precisa ir até um NTO (Núcleo Técnico Operacional). As amostras são colocados em prateleiras automáticas que as distribuem em esteiras.

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Ao longo do trajeto, o tubo passa por máquinas de acordo com o que está na sua identidade, ou seja, no código de barras, assim o objeto poderá ser analisado em cada ponto correspondente ao determinado na guia inicial do exame.

A CNN Brasil visitou o principal centro da rede de laboratório Dasa, no total são 28 NTOs, com mais de 20 milhões de pacientes e 400 milhões de exames anuais. Somente no complexo principal de São Paulo, são realizados 400 mil exames por dia.

Todo processo é supervisionado por Gianfranco Zampieri, gerente de Projetos Médicos da Dasa.

Rota do sangue

Após a bateria de exames, os tubos de sangue são armazenados por até 15 dias para apontar qualquer tipo de conferência posterior, depois são descartados. Em casos de HIV positivo, o tubo pode ficar mais tempo para futura checagem. O descarte de todo o material coletado é de responsabilidade da gestão municipal.

Todo o local é composto por maquinário e insumos elaborados fora do Brasil, a rede nacional de equipamentos não atende a demanda interna da medicina diagnóstica.

Todo tipo de exame

Avaliações toxicológicas também são realizadas em parceria com o governo federal, nesse tipo de teste são utilizados pedaços de cabelo para encontrar substâncias químicas ilícitas.

Além das análises de amostras de sangue, no local também são elaborados testes com outros tipos de materiais biológicos. Pelo menos 250 mil testes para alergia são examinados no complexo.