"O que existiu foi um crime", diz Padilha sobre casos de bebida com metanol

Padilha destacou que todas as medidas de atendimento devem ser adotadas mesmo antes da confirmação laboratorial

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (6) que os casos de intoxicação por metanol configuram um crime de adulteração. “O que existiu foi um crime após o processo de produção. Tem um crime de adulteração que colocou em risco a vida das pessoas”, disse em coletiva de imprensa.

Padilha destacou que todas as medidas de atendimento devem ser adotadas mesmo antes da confirmação laboratorial. Segundo ele, a hemodiálise faz parte do protocolo de tratamento, dependendo da gravidade de cada caso.

O ministro informou que o governo federal vai apoiar o estado de São Paulo na confirmação ou descarte de casos suspeitos, já que o estado concentra a maior parte das notificações.

Para acelerar os resultados, a Unicamp confirmou capacidade para realizar até 190 exames por dia e poderá receber amostras de outros estados. Padilha explicou que, até o momento, apenas São Paulo e Paraná têm casos confirmados. “Todos que subiram ainda são de situação de notificação de casos suspeitos. Até este momento, nós só temos casos confirmados em São Paulo e no Paraná”, disse.

Exames descartaram intoxicação por metanol na BA e no ES, diz Padilha

Segundo o Ministério da Saúde, 2.500 ampolas da substância usada como antídoto à intoxicação por metanol estão vindo do Japão. O material chegará pelo Aeroporto de Guarulhos e enviado para os estados.

O ministro ainda comentou o caso do cantor Hungria Hip Hop, que ficou internado em Brasília com suspeita de intoxicação. Segundo ele, os exames realizados até o momento não encontraram metanol nas amostras analisadas.