Oito são presos por golpe do "falso advogado" em São Paulo

Criminosos solicitavam o pagamento de impostos ou taxas, que eles diziam ser indispensáveis para a conclusão de processos, às vítimas

Felipe Souza e Elijonas Maia, da CNN, em São Paulo
GOLPE FALSO ADVOGADO
Operação mirou grupo responsável por golpe do falso advogado  • Divulgação/PCDF
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Oito pessoas foram presas, na manhã desta sexta-feira (15), por envolvimento com o golpe do "falso advogado" no estado de São Paulo. Segundo a DRCC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos) da PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal), outros nove mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

A Operação Quimera, como foi nomeada pela PCSP (Polícia Civil de São Paulo), tem como objetivo acabar economicamente com o grupo criminoso.

Foram autorizados bloqueios judiciais de contas, ativos financeiros e de criptomoedas no valor de mais de R$ 500 mil. Foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e aparelhos eletrônicos do local onde os golpes eram executados.

A operação contou com o apoio da DOE (Divisão de Operações Especiais) da Polícia Civil do DF. Os mandados foram cumpridos na capital paulista, em São Sebastião e Mongaguá.

Conforme apuração da polícia, o golpe acontecia mediante a utilização indevida de credenciais de advogados, obtendo acesso a processos judiciais em andamento e colhendo informações como a numeração dos autos, natureza das ações e dados específicos das partes envolvidas.

Após o roubo das informações, os criminosos entravam em contato com as vítimas, passando-se pelo advogado real ou pelo respectivo escritório, inclusive, utilizando imagens e logotipos reais destes.

Assim, os criminosos solicitavam o pagamento de impostos ou taxas, que eles diziam ser indispensáveis para a conclusão de processos às vítimas, que, com a riqueza de detalhes e perfis reais de seus advogados, realizavam as transferências solicitadas.

Uma das vítimas, residente do Distrito Federal, de 65 anos, teve prejuízo de mais de R$ 500 mil.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato qualificado pelo meio eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas máximas que podem chegar até 23 anos de reclusão, se somadas.

As investigações prosseguem para identificar outras vítimas e verificar se há ainda outros envolvidos no grupo criminoso.