Operação Chupa Cabra: cinco são presos por golpes contra idosos em SP
Grupo criminoso de sete pessoas realizava fraudes em agências bancárias em diversas cidades do estado paulista; duas pessoas estão foragidas

A Polícia Civil de São Paulo faz uma operação, na manhã desta quinta-feira (12), contra uma quadrilha estruturada de sete pessoas que pratica golpes contra idosos em diversas cidades do interior do estado. A ação foi nomeada "Operação Chupa-Cabra" por causa do método utilizado pelo grupo criminoso para aplicar os golpes.
Os agentes cumprem sete mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos alvos na zona Leste da capital paulista. Até o momento, cinco pessoas foram presas e duas pessoas estão foragidas.
A ação desta manhã ocorre a partir da investigação do DEINTER-8 (Departamento de Polícia Judiciaria do Interior de São Paulo - Presidente Prudente) na cidade de Palmital. O inquérito foi instaurado no município em janeiro de 2025 para apurar crimes de furto qualificado mediante fraude e associação criminosa.
Até o momento, foram identificadas oito vítimas, com prejuízo estimado em R$ 48 mil.
A operação conta com o apoio do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), divisão que integra o Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) da Polícia Civil paulista. Além das prisões, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, máquinas de cartão, chips de telefonia e a quantia de R$ 2,4 mil.
Investigação
As investigações tiveram início após golpes semelhantes registrados em setembro e novembro de 2024, também em Palmital, em que correntistas tiveram seus cartões bancários retidos em caixas eletrônicos adulterados com o dispositivo “chupa-cabra”.
As diligências policiais revelaram a atuação de uma quadrilha estruturada, com divisão de tarefas e presente em diversas cidades de São Paulo, como Presidente Venceslau, Martinópolis, Ourinhos, Cândido Mota, Piraju e Junqueirópolis.
O esquema consistia em instalar dispositivos fraudulentos nos caixas eletrônicos, reter o cartão da vítima e abordá-la oferecendo ajuda. Em seguida, os criminosos induziam a vítima, por meio de um falso número de atendimento bancário, a fornecer dados pessoais e senhas. A partir dessas informações, os bandidos retornavam ao terminal e efetuavam saques e transferências indevidas.
A investigação aponta para uma fraude complexa e altamente organizada, que combina engenharia social e manipulação tecnológica, exigindo a adoção de medidas cautelares para assegurar a responsabilização dos autores e evitar novas vítimas.


