Operação Gota a Gota: ação aponta irregularidades em estabelecimentos de SP
Investigação fiscalizou alvos em Guarulhos, Osasco e na capital; 55 agentes da Receita Estadual e da Polícia Civil foram mobilizados

A Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo) realizou na manhã desta quinta-feira (16) uma nova fase da operação “Gota a Gota”, que apontou ligação entre fornecedores de bebidas e dois bares que tiveram vítimas de intoxicação após o consumo de bebidas destiladas adulteradas.
A ação fiscalizou ao todo dez alvos, sendo seis em Guarulhos, dois em Osasco e outros dois na capital paulista. De acordo com o Governo de São Paulo, oito não foram encontrados nos endereços declarados, o que seria um indício de emissão de notas frias.
Segundo a Sefaz-SP, as empresas não localizadas terão suas inscrições estaduais suspensas.
O dia de hoje é importante porque foi encontrado um fornecedor que segue um caminho de documentos fiscais que chegam aos dois bares que já tiveram, infelizmente, casos de contaminação
As investigações identificaram que em apenas um endereço foram encontradas cinco empresas, o que, segundo a Sefaz-SP, sugere indícios de grupos e redes coligadas de atuação no setor de bebidas destiladas. Além disso, foram constatadas mudanças de endereços e de razões sociais entre contribuintes.
Equipes da Receita Estadual da secretaria atuam no rastreamento de notas fiscais eletrônicas e movimentações comerciais suspeitas para identificar possíveis operações simuladas, origens não comprovadas e fraudes na cadeia de distribuição de bebidas.
A operação contou com a participação de 30 auditores fiscais da Receita Estadual de SP e 25 agentes do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania da Polícia Civil).

15 estabelecimentos já tinham tido suas inscrições suspensas após fiscalizações. Com a inscrição estadual suspensa, essas empresas não têm mais a permissão de emitir notas fiscais, comprar ou vender mercadorias.
Gabinete de crise
A ação fez parte de um conjunto de medidas de utilidade pública adotadas pelo Governo de São Paulo. Um gabinete de crise para enfrentar os recentes casos de bebidas adulteradas com metanol é mantido desde o dia 30 de setembro.
Essa força-tarefa é composta pelas secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça, e também envolve a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Comunicação e as vigilâncias sanitárias municipais.
Entre as ações coordenadas do grupo, está a interdição de estabelecimentos que são suspeitos de comercializar bebidas fraudadas e o recolhimento de garrafas para perícia.
*Sob supervisão de AR.


