Operação mira falsos funcionários do INSS que aplicavam golpes em idosos
Investigações apontam que prejuízo estimado é de mais de R$ 300 mil; são cumpridos dois mandados de busca e apreensão e dois de prisão na zona Leste de São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), uma operação que mira uma organização criminosa formada por falsos funcionários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) responsável por aplicar golpes em idosos.
As investigações apontam que o prejuízo estimado é de mais de R$ 300 mil.
De acordo com a corporação, são cumpridos dois mandados de busca e apreensão e de dois de prisão na zona Leste da capital paulista. Até o momento, duas pessoas foram presas.
Uma delas foi detida na região onde são cumpridos os mandados. Já a outra, foi presa em Peruíbe, no litoral paulista.
Segundo a polícia, ambos se apresentavam como funcionários do INSS para colher dados qualificativos e foto de aposentados como "prova de vida". Após a apresentação, eles faziam empréstimos consignados e transferências via Pix.
Golpe do presente: grupo de estelionato interestadual é alvo de operação
A polícia segue em diligências nesta manhã (2). Essa é a segunda fase da ação policial que busca identificar e capturar todos os envolvidos no esquema de estelionato.
Primeira fase da operação
Durante a primeira fase da operação, Ezequiel Tupina, homem apontado como líder da organização, foi preso no dia 22 de setembro, na cidade de São Paulo.
Ele e os outros integrantes do grupo utilizavam uniformes e crachás falsos do INSS para se aproximar das vítimas, consideradas hipervulneráveis.
Após o primeiro contato, os criminosos alegavam que fariam a chamada "prova de vida" e, assim, aplicavam os golpes.
As vítimas relataram que tiveram documentos, cartões bancários e dados pessoais coletados pelos investigados, o que resultou em contratações fraudulentas de empréstimos consignados e abertura de contas em diversos estados do Brasil.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo


