Operação mira falsos funcionários do INSS que aplicavam golpes em idosos

Investigações apontam que prejuízo estimado é de mais de R$ 300 mil; são cumpridos dois mandados de busca e apreensão e dois de prisão na zona Leste de São Paulo

Vitor Bonets, da CNN Brasil*, Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
De acordo com a corporação, são cumpridos dois mandados de busca e apreensão e de prisão na zona Leste da capital paulista. 
De acordo com a corporação, são cumpridos dois mandados de busca e apreensão e de prisão na zona Leste da capital paulista.   • Reprodução/PCSP
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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), uma operação que mira uma organização criminosa formada por falsos funcionários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) responsável por aplicar golpes em idosos.

As investigações apontam que o prejuízo estimado é de mais de R$ 300 mil. 

De acordo com a corporação, são cumpridos dois mandados de busca e apreensão e de dois de prisão na zona Leste da capital paulista. Até o momento, duas pessoas foram presas.

Uma delas foi detida na região onde são cumpridos os mandados. Já a outra, foi presa em Peruíbe, no litoral paulista. 

Segundo a polícia, ambos se apresentavam como funcionários do INSS para colher dados qualificativos e foto de aposentados como "prova de vida". Após a apresentação, eles faziam empréstimos consignados e transferências via Pix.

Golpe do presente: grupo de estelionato interestadual é alvo de operação

A polícia segue em diligências nesta manhã (2). Essa é a segunda fase da ação policial que busca identificar e capturar todos os envolvidos no esquema de estelionato.

Primeira fase da operação

Durante a primeira fase da operação, Ezequiel Tupina, homem apontado como líder da organização, foi preso no dia 22 de setembro, na cidade de São Paulo.

Ele e os outros integrantes do grupo utilizavam uniformes e crachás falsos do INSS para se aproximar das vítimas, consideradas hipervulneráveis.

Após o primeiro contato, os criminosos alegavam que fariam a chamada "prova de vida" e, assim, aplicavam os golpes.

As vítimas relataram que tiveram documentos, cartões bancários e dados pessoais coletados pelos investigados, o que resultou em contratações fraudulentas de empréstimos consignados e abertura de contas em diversos estados do Brasil.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo