Operação mira disputa de território entre PCC e CV no interior de SP

São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e investigados seriam responsáveis por atividades criminosas e conflitos entre facções; até o momento, três pessoas foram presas

Vitor Bonets e Bruna Lopes, da CNN Brasil*, em São Paulo
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As organizações criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), envolvidadas em crimes classificados como violentos, são alvos de uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (29) pela Polícia Militar de São Paulo, com apoio do MPSP (Ministério Público de São Paulo). As ações ocorrem no interior do estado.

A "Operação Keravnos" cumpre 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Piracicaba, Limeira, Rio Claro, Americana e Hortolândia. Até o momento, três homens foram presos.

De acordo com o MP, a ação visa desarticular as lideranças das facções, envolvidas em uma disputa territorial nas regiões de Araras, Piracicaba, Rio Claro e Limeira. Os alvos da operação são apontados como lideranças regionais, também conhecidos como "Jet", além de criminosos considerados de alta periculosidade, foragidos do sistema prisional.

A quebra do sigilo de dados telemáticos dos aparelhos apreendidos foi autorizada pela Justiça paulista, com o objetivo de interromper o fluxo de ordens de execução, denominadas como "salves", transmitidas pelas cúpulas das organizações.

As investigações, segundo o MP, apontam que o confronto entre as facções se intensificou após o CV tentar assumir pontos de venda de drogas que antes eram controlados pelo PCC, o que desencadeou um "cenário de guerra" na região.

O monitoramento policial também identificou uma sequência de crimes violentos desde 2022, incluindo execuções com uso de fuzis, assassinatos de lideranças criminosas, ocultação de cadáveres por meio de carbonização e uma chacina cometida como retaliação a homicídios anteriores.

Dinheiro, porções de drogas, celulares e armas foram apreendidos. Os itens devem ajudar nas investigações policiais.

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Policiais e agentes de segurança ainda estão nas ruas para o crumprimento dos mandados. Ao todo, foram empregados cerca de 216 policiais militares, com apoio de 58 viaturas.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo