Operação mira "Sintonia Final Leste" do PCC em São Paulo
Ação cumpre 21 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, Atibaia, Grande São Paulo e Itanhaém, no litoral paulista
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), uma operação para desarticular a 'Sintonia Final da Leste', considerada uma das mais importantes estruturas do PCC (Primeiro Comando da Capital).
São cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, Atibaia, Grande São Paulo e Itanhaém, no litoral, além de mandados de prisão dos principais operadores do esquema. Até o momento, dois foram presos na ação.
O grupo é responsável pelo tráfico de armas e drogas da facção, com ramificações no Paraguai. Segundo a polícia, essa estrutura é chefiada por veteranos do crime organizado, alvos dos mandados de prisão desta manhã.
As investigações apontaram que eles operavam uma série de atividades criminosas, incluindo toda a parte de logística de armas e drogas do PCC, além de movimentações financeiras para a lavagem de capitais e comunicação entre integrantes da facção
De acordo com a polícia, um dos presos na ação é Cícero Marcos Silva de Souza, vulgo Caveira, apontado como o responsável pela Sintonia Final da Leste. Ele possui passagens por crimes patrimoniais, tráfico e associação para tráfico de drogas.
Caveira já havia sido preso em 2019, durante a apreensão de duas toneladas de maconha, armas e granada no Paraguai. Porém, no ano seguinte, o investigado liderou uma fuga em massa da unidade prisional de Pedro Juan Caballero, permitindo a evasão dos demais integrantes do PCC que estavam no local.
Já o segundo preso, segundo a investigação, é o articulador do crime entre a zona Leste de São Paulo e a Baixada Santista, sobretudo em assuntos relacionados à armas e drogas. Ele possui antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas. O nome dele não foi divulgado.
Os alvos respondem por organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de capitais.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Cícero.
Conduzida pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), a ação envolve 28 equipes especializadas, coordenadas pela 6ª Delegacia da Disccpat (Enfrentamento à Facções e Lavagem de Dinheiro) e segue em andamento.


