Operações em Congonhas podem ser estendidas após falha, diz Aena

Aeroporto foi fechado para pousos e decolagens após problema técnicos em controle de tráfego aéreo; situação já foi normalizada

Khauan Wood, da CNN Brasil*, Fabricio Julião, da CNN Brasil, Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
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O funcionamento do Aeroporto de Congonhas, na zona Sul da capital paulista, pode ser estendido após o fechamento do espaço aéreo do estado de São Paulo por conta de uma falha técnica no controle de tráfego nesta quinta-feira (9).

A informação foi confirmada por Santiago Yus, presidente da Aena, concessionária que administra o aeroporto, durante coletiva de imprensa. Ele afirma que a possibilidade de extensão será avaliada, mas que a análise fica a cargo do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

Segundo Yus, a avaria técnica ocorreu dentro do terminal, que precisou ser evacuado. Ele também afirmou que não houve danos pessoais.

O presidente ainda disse que as salas de crise da empresa foram acionadas para a recuperação das atividades e que o processo de retomada durou cerca de uma hora.

A operação comercial do aeroporto para pousos e decolagens funciona diariamente entre 06h e 23h.

Entenda a falha

O espaço aéreo do estado de São Paulo foi fechado após uma falha elétrica no controle de tráfego aéreo. Todos os voos nos aeroportos do estado foram suspensos.

Alguns aviões que estavam prontos para decolagem precisaram ser esvaziados.

Veja: Espaço aéreo de SP é fechado após falha elétrica em controle de tráfego

Segundo a Aena, a falha elétrica ocorreu na Torre de Controle de São Paulo, que é um órgão do Decea. O prédio do departamento fica em Congonhas.

Os aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Campo de Marte e Viracopos já foram retomados.

Anac aciona protocolo pré-crise

Por conta da paralisação do espaço aéreo paulista, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), acionou um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise.

De acordo com a agência, o objetivo foi acompanhar os impactos da paralisação e a evolução do cenário.

A Anac informou que concentra as ações em duas frentes principais: o levantamento das empresas aéreas e rotas afetadas, e a estimativa do potencial de passageiros impactados.

O órgão ainda diz que vai acompanhar ao longo do dia o desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha.

Caso seja necessário, a Anac diz que avaliará a necessidade de outras medidas.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo