PCC é alvo de operação contra lavagem de dinheiro e tráfico do Paraguai
Investigações reveleram um esquema de compra de entorpecentes em país vizinho para a venda no território paulista; homem foi preso e dois veículos, além de um fuzil, foram apreendidos
O PCC (Primeiro Comando da Capital) foi alvo, na manhã desta quinta-feira (18), de uma nova operação da PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo), que busca desarticular um esquema de lavagem de dinheiro, obtido por meio do tráfico de drogas, da facção.
As investigações revelaram um esquema de compra de entorpecentes no Paraguai para a venda no território paulista. De acordo com a corporação, o crime permitiu que os investigados adquirissem bens luxuosos.
Ao todo, são cumpridos 23 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e outros 19 mandados de busca e apreensão. As ações acontecem na capital paulista, Carapicuíba, Bragança Paulista, Botucatu e em endereços na cidade de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.
A operação foi finalizada e prendeu um homem em flagrante, por posse ilegal de arma de fogo - um revólver calibre .357. A prisão ocorreu no município de Pardinho, em São Paulo. Na ação, também foram apreendidos dois veículos, um fuzil, uma máquina prensadora e embalagens com resquícios de drogas.
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Os policiais também realizaram apreensão de armas, dinheiro, drogas e veículos. Um fuzil calibre 7,62 e uma uma pistola calibre 9mm foram apreendidos.
Em dinheiro, eles apreenderam 180 mil reais em espécie e 3 mil dólares. Também foram apreendidas embalagens plásticas para acondicionamento de drogas e 2 prensas a vácuo com resquícios de drogas.
Os policiais também apreenderam um carro da Porsche, um carro e uma moto da BMW e um quadriciclo.
Além disso, diversos aparelhos celulares e documentos falsos foram apreendidos.
Investigações e esquema ainda maior
Segundo a corporação, os trabalhos policiais começaram há cerca de quatro meses. Na época, foram identificados suspeitos envolvidos em uma quadrilha de tráfico de drogas.
Após a descoberta, as apurações constataram um esquema maior por trás da venda de ilícitos. Os investigados tinham “negócios” na região de Ponta Porã, que faz fronteira com o Paraguai, para conseguir as substâncias e vendê-las por um preço mais alto em solo paulista.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, eles adquiriram imóveis, carros de luxo, relógios e outros bens. O dinheiro adquirido era lavado por meio de empresas de fachada.
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A "Operação Argyros", como foi chamada a ação desta manhã (18), é realizada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e coordenada pela 6ª Delegacia da Disccpat (Investigações sobre Facções Criminosas).


