PF prende 3 em operação contra lavagem de dinheiro com criptoativos em SP
Apontado como líder de organização criminosa e preso no início do ano passado, suspeito teria movimentado mais de R$ 50 bilhões em "criptos" entre dezembro de 2020 e janeiro de 2024

A PF (Polícia Federal) prendeu três pessoas em uma uma operação realizada em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (4), contra uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas — envio de dinheiro para o exterior de forma ilegal — por meio de criptoativos.
A corporação informou que cumpre, na capital paulista, cinco mandados de prisão temporária, dez mandados judiciais de busca e apreensão, sequestro de valores e bloqueio de bens. Todos os mandados foram expedidos pela Justiça.
Veja vídeo da operação:
Além dos presos, um dos mandados de prisão o alvo já estava detido e o quinto procurado está foragido, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Com o nome de Operação Sibila, a ação policial é um desdobramento da Operação Colossus, deflagrada em janeiro de 2024. Na ocasião, um investigado como líder de organização criminosa foi preso. Ele teria movimentado mais de R$ 50 bilhões em "criptos" entre dezembro de 2020 e janeiro de 2024.
Segundo a PF, o esquema usava pessoas e empresas de fachada para realizar a lavagem de dinheiro e a evasão de divisas.
Entenda a prisão de 2024
Um operador financeiro investigado por lavagem de dinheiro por meio de criptoativos foi preso, na madrugada do dia 7 de janeiro, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes.
O preso era alvo da Operação Colossus, deflagrada pela PF em setembro de 2022. Além do mandado de prisão, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra o operador financeiro e a esposa dele, que não foram localizados na ocasião em que a polícia foi às ruas.
De acordo com a PF, o investigado passou a morar em Dubai para dificultar a ação policial. Ele teria continuado com as práticas criminosas nos Emirados Árabes.
Ainda segundo a investigação, o principal alvo dos mandados "é responsável por diversos atos de lavagem de capitais por meio do recebimento de recursos financeiros de origem ilícita no país e sua disponibilização como criptoativos, tanto no exterior quanto no território nacional, dissimulando e ocultando a origem dos valores mediante sucessivas transações realizadas por diferentes empresas de fachada titularizadas por interpostas pessoas".
O operador financeiro teria movimentado cerca de R$ 13 bilhões entre créditos e débitos, no período de 2017 a 2021, sem apresentar registro de emissão de notas fiscais. A PF afirmou que havia evidências de operação realizada com dinheiro vindo do tráfico de drogas e de outros crimes.
Apenas em 2023, a PF monitorou movimentações bancárias superiores a R$ 1,4 bilhão em uma conta utilizada pelo suspeito.
Após a prisão em flagrante, foi decretada a prisão preventiva do investigado. Além de lavagem de dinheiro, ele responde pelos crimes de falsidade ideológica, evasão de divisas, funcionamento irregular de instituição financeira e falsa identidade em operação de câmbio.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo


