PM é preso suspeito de envolvimento em execução de lobista em SP

Policial militar foi alvo de um mandado de prisão nesta manhã e foi preso por agentes do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa)

Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
Vítima de execução a tiros na Zona Leste de São Paulo era lobista com vasta ficha criminal e havia sido investigado por se passar por Delegado da Polícia Federal para extorquir políticos e empresários.  • Montagem CNN
Compartilhar matéria

Um policial militar foi preso, na manhã desta sexta-feira (16), suspeito de envolvimento na execução do lobista Luís Francisco Caselli, de 61 anos, morto a tiros em novembro de 2025, na zona Leste de São Paulo.

A CNN Brasil apurou que o PM foi alvo de um mandado de prisão nesta manhã e foi preso por agentes do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). A Corregedoria da Polícia Militar apoiou a ação da Polícia Civil.

Neste momento, o policial continua no DHPP, no Centro de São Paulo, prestando depoimento aos agentes responsáveis pela investigação do caso. O militar teria participado do assassinato a tiros de Caselli em 24 de novembro do ano passado.

De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), a prisão temporária de um segundo suspeito por envolvimento no crime foi confirmada. O homem foi preso na tarde de quinta-feira (15).

O crime ocorreu na rua Luís dos Santos Cabral, na Vila Regente Feijó. Por volta das 18h30, dois suspeitos em motos se aproximaram do veículo onde estava o lobista e um deles efetuou ao menos três disparos de arma de fogo. O carro de Caselli era blindado, mas estava com as janelas abertas no momento do crime.

Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram que, após os tiros, o criminoso que estava na garupa da moto desceu do veículo e tentou retirar um objeto da parte de baixo do carro. O material foi identificado pela polícia como um rastreador veicular. Na sequência, os suspeitos fogem. Assista abaixo:

Após a fuga, o carro da vítima continuou desgovernado pela rua e bateu de frente em um veículo estacionado poucos metros adiante. Caselli foi socorrido ao Hospital Municipal de Tatuapé, onde foi constatada a morte. Na época do assassinato, a polícia já suspeitava que o crime teria sido encomendado. 

Luís Fernando Caselli era um lobista e tinha ao menos 20 passagens pela polícia pelo crime de estelionato. A reportagem apurou que os casos teriam ocorrido entre os anos de 2004 e 2008.

Ele foi preso em outubro de 2017 e respondia a um processo na Justiça Federal por associação criminosa, extorsão, usurpação de função de pública e concussão. Na ação, ele era acusado de se passar por delegado da Polícia Federal para extorquir funcionários públicos e empresários.