Polícia faz operação contra ataque cibernético a órgãos do Governo de SP
Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em um data center, em Belo Horizonte, e no endereço de um suspeito, em Belmiro Braga, em Minas Gerais
A Corregedoria da Polícia Civil e a Controladoria Geral do estado de São Paulo realizam nesta quinta-feira (7) a Operação Intruder, para investigar o acesso não autorizado a sistemas informatizados de órgãos públicos do Governo estadual.
Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em um data center, em Belo Horizonte, e no endereço de um suspeito, em Belmiro Braga, em Minas Gerais, com apoio da Polícia Civil local.
A investigação teve início pela Corregedoria a partir de informações técnicas que indicaram suposta extração, manutenção e comercialização de dados de sistemas institucionais por um profissional de tecnologia da informação, que pode ter negociado informações em fóruns clandestinos da internet, voltados à prática de crimes digitais.
Equipes especializadas da Polícia Civil identificaram um modo de ação do suspeito por meio de softwares maliciosos (malware) e permutas de acessos ilícitos conhecidos como (shells).
"Com base nos dados apresentados na investigação pela Corregedoria, o Poder Judiciário expediu mandados de busca e apreensão, o afastamento de sigilo de dados telemáticos e telefônicos e outras providências previstas na legislação processual penal”, explica o corregedor geral da Polícia Civil, delegado João Batista Beolchi.
A Polícia Civil também pediu medidas cautelares contra o investigado para impedir novos acessos indevidos a sistemas públicos e garantir o avanço das investigações. A Justiça determinou monitoramento eletrônico, recolhimento domiciliar noturno, retenção do passaporte, suspensão da CNH e proibição do uso de equipamentos com acesso à internet sem autorização judicial.
Ainda de acordo com o corregedor geral, a atuação conjunta entre a Polícia Civil e a Controladoria visa potencializar a análise técnica especializada, por se tratarem de dados envolvendo funcionais, o compartilhamento qualificado de informações e a mitigação de eventuais riscos à integridade de sistemas e dados públicos.


