Polícia fecha posto que vendia combustível com metanol no ABC Paulista

GCM precisou interditar local com barreiras de concreto; operação conjunta com a ANP localizou presença de substância acima do permitido pela lei

Khauan Wood, da CNN Brasil*, Felipe Souza, da CNN Brasil, São Paulo
A GCM fechou o posto com barreiras  • Prefeitura de São Bernardo do Campo
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Um posto de gasolina foi fechado por adulteração de combustível com metanol em São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista, na Grande São Paulo, na noite de sexta-feira (24).

Na manhã deste sábado (25), a GCM (Guarda Civil Municipal) interditou o local com barreiras de concreto.

A operação foi realizada pela 1ª Delegacia da DPPC (Divisão de Investigações sobre Infrações Contra a Saúde Pública) em conjunto com a ANP (Agência Nacional do Petróleo). 

As investigações apuram a comercialização de etanol adulterado com metanol. Durante a ação, foi constatado nas análises preliminares que o etanol vendido no posto possuía um índice da substância maior do que o permitido pela lei.

Informações obtidas pela CNN Brasil mostram que o combustível vendido no posto teria cerca de 80% de metanol.

Em nota, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou que o posto foi autuado e interditado totalmente por: operar sem autorização da ANP, comercializar gasolina comum fora de especificação com 80% de etanol anidro; comercializar etanol hidratado fora de especificação quanto ao teor de metanol (acima de 0,5%); e possuir termodensímetro com defeito.

A Agência também afirmou que o posto estava com a Inscrição Estadual inapta, ou seja, não estava habilitada a realizar suas operações no estado.

"Complementamos que os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de penas de suspensão e revogação de sua autorização. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei", finalizou a nota.

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Após a operação, um funcionário foi flagrado vendendo novamente o produto adulterado. Ele foi conduzido à delegacia para prestar depoimento.

Depois do flagrante, a GCM lacrou o estebelecimento com barreiras de concreto conhecidas como New Jersey, em conjunto com o Procon, em cumprimento dos protocolos de intedição.

*Sob supervisão de AR.